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Desemprego sobe para 12,9% em maio

30/06/2020 11h52

Rio de Janeiro, 30 Jun 2020 (AFP) - A taxa de desemprego no Brasil aumentou para 12,9% e afetava 12,7 milhões de pessoas no trimestre março-maio, quando os efeitos da pandemia de coronavírus causaram a perda de 7,8 milhões de postos de trabalho, principalmente informais, segundo o anúncio de fontes oficiais nesta terça-feira.

Em relação ao trimestre anterior, de dezembro a fevereiro (11,6%), a taxa de desemprego registrou aumento de 1,3 ponto percentual, afirmou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mesmo período de 2019, a taxa de desemprego era de 12,3%.

Entre março e maio, 7,8 milhões de empregos foram perdidos, uma queda recorde.

"É uma redução sem precedentes e afeta principalmente os trabalhadores informais. Da queda de 7,8 milhões de pessoas empregadas, 5,8 milhões eram informais", disse a analista do IBGE Adriana Beringuy, para quem os dados de maio "aprofundaram" o quadro que já era observado em abril.

O nível de ocupação (entre pessoas em idade ativa) atingiu um mínimo de 49,5%, o menor valor da série, iniciada em 2012.

No Brasil, a informalidade atinge 37,6% dos trabalhadores.

O IBGE realiza seus relatórios com consultas diretas sobre a situação de milhares de domicílios, o que permite avaliar o nível de informalidade.

O governo está considerando estender a ajuda que paga desde abril aos trabalhadores informais e às famílias mais pobres, no valor mensal de 600 reais, que pode chegar a 1.200 reais no caso de chefes de família sem renda.

Com as medidas de isolamento social adotadas por vários estados brasileiros para conter a disseminação do vírus, 1,2 milhão de trabalhadores domésticos deixaram o mercado de trabalho, disse o IBGE, que estima o contingente total nessa categoria em 5 milhões de trabalhadores.

O número de "desanimados" (pessoas que desistiram de procurar trabalho, devido à falta de oportunidades) atingiu 5,4 milhões em março-maio, um aumento de 15,3% em relação ao trimestre anterior, e de 10,3%, em relação ao mesmo período de 2019.

A pandemia da COVID-19 já matou mais de 58.000 pessoas e infectou mais de 1,3 milhão no Brasil, o segundo país mais afetado pela crise sanitária depois dos Estados Unidos. Especialistas alertem que o número real de casos pode ser muito maior, porque não há testes de diagnóstico em massa.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma contração recorde de 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020. A produção industrial da maior economia latino-americana teve um colapso de mais de 25% entre março e abril.

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