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Trump retuíta vídeo de casal apontando armas para protesto antirracismo

Casal aponta armas contra manifestantes antirracismo em St. Louis, nos EUA - Reprodução/Twitter
Casal aponta armas contra manifestantes antirracismo em St. Louis, nos EUA Imagem: Reprodução/Twitter
do UOL

Do UOL, em São Paulo

29/06/2020 14h05Atualizada em 29/06/2020 22h00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retuitou um vídeo de um casal apontando armas para manifestantes antirracismo, do movimento Black Lives Matter, em St. Louis (EUA). O vídeo chamou a atenção na manhã de hoje e mostra um homem e uma mulher ameaçando pessoas envolvidas no protesto.

Sem comentar o vídeo, Trump retuitou um vídeo da rede ABC News que mostra um casal branco respondendo a manifestantes negros e brancos que marchavam próximos à sua mansão. No vídeo e em outros nas redes sociais, alguns manifestantes podem ser vistos parando para fotografar ou filmar o casal, enquanto outros são ouvidos gritando "Continuem andando!" e "Vamos!".

Mark McCloskey, 63, que vive na mansão com sua esposa, Patricia McCloskey, disseram temer por suas vidas e afirmaram que os manifestantes danificaram um portão de ferro forjado na entrada. Os dois são advogados de danos pessoais.

"Isso tudo é propriedade privada", disse em entrevista com a rede local KMOV4. "Não há calçadas ou ruas públicas. Eu estava aterrorizado com medo de que poderia ser assassinado em segundos, que nossa casa poderia ser queimada, nossos animais de estimação assassinados. Estávamos completamente sozinhos enfrentando uma multidão enfurecida".

Kimberly Gardner, procuradora-chefe do município, disse que ficou assustada com os vídeos e disse que seu gabinete estava investigando o incidente.

"Precisamos proteger o direito de protestar de maneira pacífica, e qualquer tentativa de intimidação ou de ameaça letal não será tolerada", disse a procuradora em nota.

Os manifestantes estavam se dirigindo à casa da prefeita de St. Louis, Lyda Krewson, para exigir sua renúncia após ela ter lido em uma transmissão ao vivo pelo Facebook os nomes e endereços de pessoas que pediam por reformas policiais. Krewson pediu desculpas e retirou o vídeo de sua página.

O novo episódio vem apenas um dia depois de Trump ser duramente criticado por retuitar um vídeo em que um homem grita repetidamente "white power", grito supremacista branco.

O casal pode ter de responder judicialmente pelo ato, pois há uma lei estadual que proíbe o uso de armas letais para praticar ameaças e ofensas a outras pessoas.

(Com Reuters)

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