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Do papel higiênico ao vinho, e-commerce mostra fases da pandemia

do UOL

Colaboração para o UOL

29/06/2020 20h29

As ondas de consumo pela internet refletem as diferentes fases do isolamento social durante a pandemia de Covid-19. Se num primeiro momento houve uma corrida por papel higiênico, entre outros itens básicos para deixar a casa abastecida, hoje, vinho e produtos para lazer ganham relevância no carrinho de compras.

Essa é a percepção de Rafael Montalvão, diretor de marketing no e-Commerce do Magazine Luiza, e Rodrigo Pimentel, diretor de e-commerce do GPA, convidados do debate "As tendências de consumo da nossa nova realidade" promovido por UOL Ads nesta segunda-feira (29).

Na fase inicial da pandemia, o executivo do MagaLu destaca que houve um aumento expressivo nas vendas de mercadorias de primeira necessidade, como álcool em gel e fraldas. Em seguida itens para adaptar a rotina do lar, como acessórios para home office, eletrodomésticos e artigos esportivos, ganharam a preferência do consumidor.

Hoje, o momento é de proporcionar o lazer em casa, segundo Montalvão. "A gente tem visto uma mudança de comportamento mais para diversão, como compra de brinquedos, jogos de tabuleiro e games. Você vê uma mudança muito grande, começando pelos itens básicos, casa, bem-estar, e agora, diversão."

O mesmo pode ser observado a partir das vendas de alimentos, segundo Pimentel, do GPA. "A gente observou um crescimento na categoria de vinho. Nós entendemos que as pessoas estão fazendo os eventos dentro de casa, estão fazendo um jantar mais gastronômico e escolhem uma bebida para harmonizar. Então, os momentos de prazer que acabava tendo numa viagem, num restaurante, estão vindo para dentro de casa", diz.

Esse hábito impacta ainda a oferta de outros produtos mais sofisticados, como frutos do mar, arroz arbóreo e bebidas refinadas. "O consumidor não está deixando de buscar os seus momentos de prazer, mais lúdicos de celebração com a família. O que se fazia fora, as pessoas estão fazendo dentro de casa."

Conhecer comportamentos de compra é estratégico para quem busca uma forma de manter suas atividades ou mesmo acelerar em meio à crise através do e-commerce. Como consequência das medidas de distanciamento na pandemia, as vendas online cresceram nos últimos meses. Isso cria possibilidades também para médios e pequenos negócios.

As próximas tendências, segundo Montalvão, vão depender do tempo que ainda teremos de cumprir as medidas de distanciamento social. "Isso vai direcionar o comportamento. Quanto mais tempo se mantiver o isolamento, mais coisas as pessoas vão comprar para ficar dentro de casa. Ou trocar o sofá, uma mesa. Ela vai querer que aquele ambiente seja o melhor possível."

Para Pimentel, certos comportamentos de consumo digital acelerados durante a pandemia devem ser incorporados definitivamente no hábito dos brasileiros, mesmo depois da reabertura. "Ter descoberto um serviço novo, na nossa opinião, não muda, não volta. Porque é muito conveniente ter uma experiência de supermercado dentro de casa", declara o executivo.

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