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Estátuas ligadas a passado colonial da França são pichadas em Paris

22.jun.2020 - Estátua em Paris de Hubert Lyautey, que serviu em Marrocos, Argélia, Madagascar e Indochina no período em que essas nações estavam sob o controle da França, foi pintada de vermelho em forma de crítica ao passado colonialista francês - Rafael Yaghobzadeh/AP
22.jun.2020 - Estátua em Paris de Hubert Lyautey, que serviu em Marrocos, Argélia, Madagascar e Indochina no período em que essas nações estavam sob o controle da França, foi pintada de vermelho em forma de crítica ao passado colonialista francês Imagem: Rafael Yaghobzadeh/AP
do UOL

Do UOL, em São Paulo

22/06/2020 11h07

Duas estátuas relacionadas ao passado colonial da França foram tingidas com tinta vermelha hoje, em Paris, em meio a um movimento global para derrubar (ou desfigurar) monumentos ligados ao colonialismo ou à escravidão.

De acordo com o site da Associated Press, uma das estátuas danificadas é a de Hubert Lyautey, instaladas perto do Palácio Nacional Les Invalides, onde está o túmulo de Napoleão Bonaporte.

Lyautey serviu no Marrocos, Argélia, Madagascar e Indochina quando essas nações estiveram sob controle francês, e mais tarde foi ministro da Guerra da França durante a Primeira Guerra Mundial.

A outra estátua coberta de vermelho é de Voltaire, um dos principais pensadores e escritores do Iluminismo francês, que teve parte de sua fortuna ligada ao comércio da era colonial.

Voltaire - Rafael Yaghobzadeh/AP - Rafael Yaghobzadeh/AP
Estátua do pensador Voltaire em Paris é danificada com tinta vermelha
Imagem: Rafael Yaghobzadeh/AP

A ação ocorreu em meio a crescentes demandas de ativistas antirracismo em vários países para derrubar monumentos que homenageiam figuras históricas importantes, mas que desempenharam alguma relevância no tráfico de escravizados ou no colonialismo.

O movimento vem na esteira de protestos globais provocados pela morte do norte-americano George Floyd, nos Estados Unidos, em 25 de maio. Floyd, um cidadão negro, foi asfixiado por um policial branco, que se ajoelhou sobre seu pescoço e não atendeu ao suplício de que a vítima não conseguia respirar, mesmo já algemada e imobilizada no chão, de bruços.

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