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Exército francês mata chefe da Al-Qaeda no Magreb Islâmico

06/06/2020 12h45

Paris, 6 Jun 2020 (AFP) - O Exército francês matou o líder da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM), o argelino Abdelmalek Droukdal, no norte do Mali, perto da fronteira com a Argélia - confirmou na sexta-feira (5) a ministra francesa da Forças Armadas, Florence Parly.

O chefe histórico islamita no Magreb, comandante de vários grupos extremistas do Sahel, foi morto na quinta no noroeste da cidade de Tessalit, disseram diferentes fontes à AFP.

"Vários dos seus colaboradores mais próximos" também foram "neutralizados", tuitou a ministra, que não deu mais detalhes.

A AQMI tem origem em um grupo criado no final da década de 1990 por islamistas radicais argelinos.

O grupo tem bases no norte do Mali, de onde costuma lançar ataques e sequestros de ocidentais na zona subsaariana do Sahel (uma faixa de território que atravessa a África de oeste a leste).

"Abdelmalek Droukdal, membro do comitê diretor da Al-Qaeda, comandava todas as tropas da rede no norte da África e na faixa saheliana, entre elas o JNIM, um dos principais grupos terroristas ativos no Sahel", acrescentou Parly.

O líder da AQMI recebeu o apoio de vários grupos ativos no Sahel, reunidos desde 2017 no Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (GSIM), dirigido pelo tuaregue malinês Iyad Ag Ghaly.

O GSIM assumiu a autoria dos principais atentados no Sahel e figura na lista de "organizações terroristas" elaborada pelo governo americano.

Os Estados Unidos disseram ter fornecido relatórios de Inteligência, que ajudaram a localizar Abdelmalek Droukdal.

"O Comando Africano dos Estados Unidos foi capaz de dar sua ajuda, com relatórios de Inteligência (...) e um apoio para bloquear o alvo", disse à CNN o porta-voz do comando do Exército dos EUA na África, coronel Chris Karns.

Na sexta-feira, a França informou ainda a captura de um "importante oficial do EIGS", o grupo jihadista do Estado Islâmico no Grande Saara, rival do GSIM no Sahel e designado inimigo número um por Paris desde a cúpula de janeiro em Pau, na França. O evento reuniu o presidente francês, Emmanuel Macron, e os chefes de estado do G5 Sahel - Mauritânia, Burkina Faso, Mali, Níger e Chade.

"As operações contra o EIGS, a outra grande ameaça terrorista na região, continuam. Em 19 de maio, as forças armadas francesas capturaram Mohamed al-Mrabat, um veterano da 'Jihad' no Saara e um dos principais oficiais do EIGS", anunciou a ministra Parly no Twitter.

Com mais de 5.000 militares, a força francesa antijihadista Barkhane aumentou nos últimos meses as ofensivas no Sahel para tentar conter a espiral de violência que, junto com conflitos intercomunitários, causaram 4.000 mortes no Mali, no Níger e em Burkina Faso no ano passado. Esse número é cinco vezes superior ao registrado em 2006, segundo a ONU.

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