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Nos EUA, sete em cada dez pessoas tomariam vacina grátis para o coronavírus

Entre eleitores republicanos, seis em cada dez dizem que tomariam a vacina - Marijan Murat / dpa / AFP
Entre eleitores republicanos, seis em cada dez dizem que tomariam a vacina Imagem: Marijan Murat / dpa / AFP
do UOL

Do UOL, em São Paulo

02/06/2020 15h03

Sete em cada dez norte-americanos afirmam que tomariam uma vacina para o novo coronavírus caso fosse grátis e disponível para toda a população. A informação faz parte de uma pesquisa feita pelo jornal The Washington Post e pela rede de TV ABC, cujos resultados foram divulgados hoje.

No quesito, 43% dos pesquisados afirmaram que "definitivamente" tomariam a vacina se ela fosse grátis, enquanto 28% "provavelmente" tomariam — no total, 71%. Por outro lado, 12% responderam "provavelmente não", e 15% disseram "definitivamente não", totalizando 27%. Outros 2% não tinham opinião formada.

"A constatação de que 71% dos americanos estão interessados em receber uma vacina contra o coronavírus surge ao mesmo tempo em que o presidente Donald Trump estabelece uma meta para que milhões de doses estejam disponíveis até o final do ano — mesmo que essa vacina ainda não exista. Muitos cientistas disseram que um prazo tão ambicioso não é realista", lembrou o jornal.

Os dados apresentados ainda reforçam a divisão política do país. Entre eleitores do partido Republicano, o mesmo do presidente Donald Trump, a vacina seria utilizada por seis em cada dez pessoas. Entre eleitores democratas, a taxa seria de oito em cada dez pessoas.

De acordo com a pesquisa, a pressa por uma vacina reflete a preocupação da população dos EUA com a possibilidade de ser infectada por um vírus "potencialmente letal".

"Em geral, 63% dizem que estão muito ou um pouco preocupados que eles ou um membro de sua família imediata possam pegar o vírus que causa a covid-19, enquanto 35% dizem que estão menos preocupados", relatou o jornal. "Mas entre os que estão preocupados, 81% dizem que provavelmente serão vacinados, em comparação com 52% daqueles que não estão tão preocupados."

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