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Palmeirenses se unem a corintianos em protesto contra Bolsonaro na Paulista

do UOL

Aiuri Rebello

Do UOL, em São Paulo

31/05/2020 13h11Atualizada em 31/05/2020 19h41

Um protesto a favor da democracia e contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) uniu torcedores do Corinthians e do Palmeiras na avenida Paulista no início da tarde de hoje.

Por volta das 13h, a manifestação juntava centenas de pessoas e bloqueava a via no sentido Consolação. A exemplo de protestos a favor do presidente nas últimas semanas, os manifestantes produziam uma grande aglomeração, contrariando as regras de isolamento social para conter o avanço da covid-19.

No início da tarde, a segurança da PM foi reforçada no local. De acordo com a SSP (Secretaria de de Segurança Publica), mais de 200 policiais militares foram levados para a avenida e imediações.

No mesmo local, apoiadores do presidente realizaram um ato, e o encontro entre as duas manifestações terminou em um confronto entre o grupo de torcedores e a Polícia Militar, que jogou bombas de gás e usou spray de pimenta para conter os torcedores.

"O futebol é o que une as pessoas nesse país, não poderia ser diferente em um momento como esse", afirma o autônomo Wagner de Souza, 45, torcedor do Palmeiras.

Ele chegou ao vão do Masp (Museu de Arte Moderna de São Paulo), onde a maioria dos manifestantes estava de preto ou carregava adereços do Corinthians, acompanhado de um grupo de dezenas de palmeirenses autodenominado "Palestra Antifacista".

Nas redes sociais, o ato virou motivo de disputa entre torcedores dos dois times paulistas.

No dia 24 de maio, um grupo de palmeirenses chamou a atenção ao publicar fotos em um ato contra o isolamento social e o governador João Doria, também na avenida Paulista. Com as imagens, os torcedores postaram provocações e ameaças a rivais do Corinthians, que, semanas antes, tinham ido ao mesmo local protestar contra Bolsonaro. As fotos geraram notas de repúdio de torcidas organizadas antifascistas.

Representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) acompanhavam o ato no local. Em outro ponto da Paulista, mais próximo à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de SP), manifestantes a favor do presidente, em menor número, também reuniam-se com bandeiras do Brasil e camisas da seleção. A Polícia Militar separou os dois grupos com cordões de isolamento, com a distância de um quarteirão entre elas.

Por volta das 13h30, a polícia separou o início de uma confusão entre dois manifestantes ao lado da estação Trianon Masp, do lado da avenida onde estavam os manifestantes bolsonaristas. A PM soltou pelo menos quatro bombas de efeito moral e spray de pimenta para separar a confusão. Um fotógrafo da agência EFE ficou ferido.

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