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Sanofi suspende recrutamento de novos pacientes para estudo com cloroquina

8.abr.2020 - Farmacêutica segura embalagem de Plaquénil, hidroxicloroquina produzida pela empresa francesa Sanofi - Alain Pitton/NurPhoto via Getty Images
8.abr.2020 - Farmacêutica segura embalagem de Plaquénil, hidroxicloroquina produzida pela empresa francesa Sanofi Imagem: Alain Pitton/NurPhoto via Getty Images
do UOL

Do UOL, em São Paulo

29/05/2020 17h07Atualizada em 29/05/2020 17h08

A farmacêutica francesa Sanofi anunciou hoje que está suspendendo o recrutamento de novos pacientes para dois ensaios clínicos que pretendem analisar a viabilidade do uso da hidroxicloroquina como tratamento contra o novo coronavírus. A decisão, segundo a empresa, é motivada pelas questões de segurança apontadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

"A segurança do paciente é o foco principal da Sanofi", disse um porta-voz da farmacêutica em comunicado enviado à CNBC. "Alinhada à decisão da OMS e com cautela, a Sanofi decidiu suspender temporariamente o recrutamento de novos pacientes em ambos os seus ensaios clínicos enquanto aguarda garantias sobre a segurança da HCQ [hidroxicloroquina]".

Até que as questões de segurança sejam esclarecidas pela OMS, a empresa também vai suspender o fornecimento do medicamento para uso "off-label", isto é, que não segue as indicações originalmente homologadas para ele. A hidroxicloroquina normalmente é utilizada no tratamento de artrite reumatoide, lúpus e malária.

Na última segunda-feira (25), o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, anunciou que suspenderia os testes com hidroxicloroquina em todas as suas pesquisas que buscam um tratamento para a covid-19. A decisão foi tomada depois que a revista The Lancet publicou um estudo sobre os riscos do medicamento.

A pesquisa em questão foi feita com 96 mil pacientes de 671 hospitais do mundo todo, e indicou que o uso da hidroxicloroquina pode estar relacionado a um aumento no risco de morte por problemas cardíacos, como arritmia.

O uso da hidroxicloroquina tem sido politizado pelos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Jair Bolsonaro (sem partido), que defendem sua adoção mesmo sem comprovação científica de sua eficácia. Recentemente, o norte-americano revelou ter tomado a hidroxicloroquina para se "prevenir" contra a covid-19. O brasileiro, por sua vez, chegou a fazer piada, dizendo que "quem é de direita toma cloroquina e quem é de esquerda, Tubaína".

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