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Kim Kataguiri diz que processará general Augusto Heleno por ameaçar golpe

O deputado Federal, Kim Kataguiri (DEM-SP), durante entrevista exclusiva ao UOL e a Folha de S.Paulo - Kleyton Amorim/UOL
O deputado Federal, Kim Kataguiri (DEM-SP), durante entrevista exclusiva ao UOL e a Folha de S.Paulo Imagem: Kleyton Amorim/UOL
do UOL

Do UOL, em São Paulo

23/05/2020 12h45

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) afirmou hoje em sua conta no Twitter que irá processar o general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), após ele afirmar em nota que a apreensão dos celulares do presidente Jair Bolsonaro e de seu filho Carlos Bolsonaro traria "consequências imprevisíveis" à ordem institucional.

Em um vídeo publicado em seu canal, o parlamentar explica que já articulou a apresentação de uma denúncia de crime de responsabilidade na Câmara dos Deputados, além de um pedido de convocação de Augusto Heleno para se explicar na casa. Segundo Kim Kataguiri, ao responder ao ministro do STF Celso de Mello, Augusto Heleno "ameaçou um golpe de estado".

"Também entraremos com uma representação na Procuradoria-Geral da República. E também vamos aditar no pedido de impeachment de Bolsonaro o endosso dele a essa manifestação golpista", explicou Kataguiri, lembrando que o presidente da República republicou a nota escrita por Heleno nas redes sociais.

"Não tem outra palavra para definir o que ele fez em sua nota. Basta conhecer o mínimo de interpretação de texto. E o pior de tudo, com base em algo que não existe. O ministro Celso de Mello não mandou apreender o celular de Jair Bolsonaro. Não há decisão judicial para que o Bolsonaro entregue seu celular. Isso é falso", continuou.

Repercussão

Ontem, após a publicação da nota do general Augusto Heleno, nomes da política nacional usaram as redes sociais para se manifestar sobre o caso —tanto contra quanto a favor. O líder da oposição na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (PDT-CE), em nota, afirmou que a fala de Heleno configura como "uma ameaça".

Presidente nacional do PTB e aliado de Bolsonaro, Roberto Jefferson, escreveu em sua conta no Twitter que o governo "colocou no lugar o abuso, a afronta, o desafio, a tentativa de humilhação feitas pelo esclerosado Celso Mello, contra o presidente e a harmonia entre os poderes. O poder não inicia na toga, mas no cano do fuzil."

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