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EUA avaliam retomar testes nucleares depois de 28 anos

Força Espacial dos EUA conduz seu primeiro teste de míssil com capacidade nuclear - Imagem: DVIDS/Força Aérea dos EUA
Força Espacial dos EUA conduz seu primeiro teste de míssil com capacidade nuclear Imagem: Imagem: DVIDS/Força Aérea dos EUA
do UOL

Do UOL, em São Paulo

23/05/2020 14h07

Resumo da notícia

  • Os Estados Unidos estão avaliando retomar testes com armas nucleares depois de um hiato de 28 anos
  • Houve uma reunião em 15 de maio na Casa Branca sobre o assunto entre deputados e integrantes da segurança nacional
  • A intenção seria forçar A China e Rússia a negociarem um tratado de controle de armas envolvendo os três países
  • Especialistas enxergam efeito contrário porque China, Rússia e demais países com armas nuclerares podem retomar testes também

Oficiais militares americanos estão debatendo realizar o primeiro teste com armas nucleares em 28 anos, revelou neste sábado o jornal inglês The Guardian. A publicação informou que seria uma maneira de pressionar a Rússia e a China a construir um acordo entre os três países para o controle de armas.

De acordo com o jornal inglês, o assunto foi discutido em uma reunião entre deputados e integrantes da segurança nacional na Casa Branca em 15 de maio. Mas a proposta não teve consenso e houve alguns participantes que mostraram resistência a retomada de testes nucleares.

Desde que Donald Trump assumiu a presidência, os Estados Unidos deixaram três acordos de controle de armas. O mais recente foi na semana passada, quando foi anunciado que o país não fará mais parte do Tratado de Céus Abertos. A alegação é de que Rússia não teria respeitado os termos do acordo que permite a verificação de movimentos militares e medidas de restrição de armas dos países signatários.

"A Rússia não respeitou o tratado", declarou Trump na quinta-feira antes de continuar. "Enquanto eles não respeitarem, vamos nos retirar", acrescentou.

A possibilidade de retomada de testes nucleares por parte dos Estados Unidos foi criticada por especialistas do próprio país. A iniciativa abriria a possibilidade de Rússia e China também começarem testes, afirmou Hans Kristensen, diretor de assuntos assuntos nucleares da Federação Americana de Cientistas.

"Isto é completamente insano. Eles devem estar ficando desesperados. O que certamente pode acontecer é pressionar a China e todos os outros países com armas nucleares a fazerem testes também. Como pode alguém em sã consciência pensar que isto estaria alinhado com os interesses de segurança dos Estados Unidos e seus aliados", finalizou Hans Kristensen.

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