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Covid-19: Brasil supera Rússia e já é 2º país do mundo em número de casos

23/05/2020 10h26

Com mais de 1.000 mortes por coronavírus em um único dia, o Brasil superou nesta sexta-feira (22) a Rússia e se tornou o segundo país do mundo em número de casos confirmados, atrás somente dos Estados Unidos. De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas, 1.001 mortes foram registradas por conta do vírus. O total de mortes confirmadas no país chega a 21.048, o sexto no mundo com mais mortes provocadas pela Covid-19.

Com mais de 1.000 mortes por coronavírus em um único dia, o Brasil superou nesta sexta-feira (22) a Rússia e se tornou o segundo país do mundo em número de casos confirmados, atrás somente dos Estados Unidos. De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas, 1.001 mortes foram registradas por conta do vírus. O total de mortes confirmadas no país chega a 21.048, o sexto no mundo com mais mortes provocadas pela Covid-19.

O jornal francês Le Monde, que deu destaque à notícia em seu site, lembrou que o número de mortes dobrou em apenas 11 dias, mas como o país demorou para começar a testar a população, pode haver mais vítimas. O balanço do governo também confirma 20.803 novos casos, aumentando o total de contaminações para 330.890. Até agora, o segundo país mais afetado era a Rússia, com 326.488 contágios.

 Os Estados Unidos ainda são o país com mais casos: 1.590.225 pessoas, de acordo com estatísticas verificadas diariamente pela agência France Presse, com base nos dados oficiais de cada país. Esta sexta-feira foi o terceiro dia em que o Brasil ultrapassou as 1.000 mortes diárias. O pico epidêmico é esperado no início de junho. 

O recorde diário de mortes ocorreu na última quinta-feira, com 1.188 falecimentos. São Paulo, o estado mais rico e populoso do país, concentra mais de um quarto dos mortos (5.773), seguido do Rio de Janeiro (3.657). 

A crise da saúde acontece em um momento de forte confusão política, marcada por divergências entre a maioria dos governadores, a favor de medidas de confinamento, e o presidente Jair Bolsonaro, que as critica alegando o impacto econômico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a  América do Sul "o novo epicentro da pandemia." No Brasil e em outros Estados, as unidades de terapia intensiva (UTI) estão à beira do colapso. "Vimos o número de casos aumentando em muitos países da América do Sul , mas claramente o mais afetado nesse estágio é o Brasil", diz Michael Ryan, responsável das situações de emergência da OMS.

Desastre sanitário na fronteira com a Amazônia

O departamento amazônico de Beni, no nordeste da Bolívia e na fronteira o Brasil, declarou um "desastre sanitário" depois de sofrer um aumento exponencial de infecções e mortes por coronavírus, informou o governador Fanor Amapo nesta sexta-feira (22). 

Beni, com cerca de 480.000 habitantes, era até 20 de abril a única região da Bolívia livre de infecções por coronavírus, mas em um mês ocupou o segundo lugar no país - depois de Santa Cruz - com mais de 900 dos quase 5.200 casos registrados pela Bolívia.

A região de Santa Cruz registra mais de 3.400 infecções e 107 mortes. O governador Amapo explicou que a declaração de desastre sanitário "nos permite pedir ajuda em nível nacional e internacional para enfrentar a pandemia".

Situação dramática no Peru

O Peru, que foi o primeiro país latino-americano a impor restrições, também luta para conter a propagação do vírus, que continua a se espalhar, principalmente nos mercados e bancos que permaneceram abertos, com um sistema de saúde frágil, economia informal e pobreza endêmica.

O presidente peruano Martin Vizcarra estendeu na sexta-feira até 30 de junho o confinamento em vigor desde 16 de março e o "isolamento social obrigatório". O país contabiliza mais de 3.100 mortes e mais de 110.000 casos desde 6 de março. Com números provavelmente subestimados, a pandemia afetou oficialmente mais de 5,1 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

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