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Delegado instrutor de tiro é baleado e namorada morre durante briga em SP

O delegado Paulo Bilynskyj, da Polícia Civil de SP, e a modelo Priscila Delgado de Bairros - Arquivo pessoal
O delegado Paulo Bilynskyj, da Polícia Civil de SP, e a modelo Priscila Delgado de Bairros Imagem: Arquivo pessoal
do UOL

Luís Adorno*

Do UOL, em São Paulo

20/05/2020 11h28Atualizada em 22/05/2020 14h29

O delegado da Polícia Civil de São Paulo e instrutor de tiros Paulo Bilynskyj, 33, foi encontrado baleado hoje em seu apartamento em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo). Sua namorada, a modelo Priscila Delgado de Bairros, 27, foi encontrada morta no banheiro do local, também com marca de tiro na altura do peito, na região lateral do corpo.

Segundo a Polícia Civil, a principal suspeita é de que ela tentou matá-lo e se suicidou na sequência. Investigadores, porém, não descartam a suspeita de um feminicídio e de um tiroteio no apartamento. Em um vídeo gravado por um colega no hospital, o delegado afirmou que a mulher atirou seis vezes contra ele e, depois, se matou. A modelo fazia curso de tiros.

Policiais militares que foram ao local disseram à reportagem que a mulher tinha um relacionamento recente com o delegado. Policiais civis dizem que os tiros atingiram dedo, perna e abdômen de Bilynskyj e que a mulher atirou contra ele por ciúmes, depois de ver uma mensagem no celular do delegado.

Investigadores dizem ser cedo para saber ao certo o que ocorreu. No entanto, a versão apresentada pelo delegado contrasta com o perfil da modelo. Ela costumava fazer curso de tiro. Em tese, dizem os investigadores, não erraria seis tiros numa curta distância.

Além disso, ela foi encontrada com a marca de tiro na altura do peito na região lateral do corpo, o que também não é comum em casos de suicídio.

Ele foi socorrido por vizinhos ao hospital Green Line. Depois, ele foi transferido para o hospital Mário Covas, em Santo André. Colegas de trabalho do delegado afirmaram que ele está em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas estabilizado.

O delegado é conhecido nas redes sociais por defender o uso de armas para proteção de vidas. Além de delegado e de instrutor de tiros, ele é professor em uma escola de cursos preparatórios.

Com passagem pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), atualmente o delegado é plantonista no 101º DP (Distrito Policial), no Jardim das Imbuias, zona sul de São Paulo.

Diversos policiais militares foram até o local do crime. No entanto, procurada, a PM (Polícia Militar) afirmou que não iria se posicionar e pediu que a reportagem procurasse a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

Em nota, a SSP afirmou que a Corregedoria da Polícia Civil vai investigar o caso. "Todas as circunstâncias relativas aos fatos serão apuradas em inquérito policial pelo órgão corregedor da instituição", disse a pasta.

O prédio é o mesmo onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem um apartamento considerado sua residência principal. Segundo a assessoria de imprensa do petista, ele não estava em casa na hora do crime.

*Colaboração de Nathan Lopes, do UOL, em São Paulo

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