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Incêndio em hospital que trata pacientes com covid-19 mata um em Moscou

Bombeiros atendem ao chamado de incêndio no Spasokukotsky Hospital, em Moscou, Rússia - Denis Voronin/Moskva News Agency
Bombeiros atendem ao chamado de incêndio no Spasokukotsky Hospital, em Moscou, Rússia Imagem: Denis Voronin/Moskva News Agency
do UOL

Do UOL, em São Paulo

10/05/2020 13h10

Uma pessoa morreu no incêndio em um hospital que está recebendo pacientes com a covid-19 ontem em Moscou, na Rússia.

O ministério de emergência disse à agência de notícias RIA que o incêndio no Spasokukotsky Hospital começou no quarto de um paciente, sem fornecer mais detalhes. Segundo o "The Moscow Times", o local tem 700 pacientes com o novo coronavírus e 200 pessoas precisaram ser evacuadas.

Localizado no noroeste da capital russa, o local foi designado pelas autoridades como uma das instalações médicas que para tratar pacientes com coronavírus na cidade.

Sergei Sobyanin, prefeito de Moscou, escreveu no Twitter que todos os pacientes haviam sido evacuados e seriam transferidos para outros hospitais. "As causas deste incidente serão completamente investigadas", escreveu Sobyanin.

A identidade da única vítima confirmada até o momento não foi divulgada. Não se sabe se era paciente, alguém da equipe médica ou familiar.

Hoje, a Rússia superou a barreira de 200.000 casos registrados de infecção por coronavírus, com um elevado número diário de contágio que pode levar o país a assumir a liderança na próxima semana na lista de nações europeias mais afetadas. Foram registrados 11.012 novos casos de covid-19, elevando o total confirmado a 209.688 casos. Até agora, o país registrou 1.915 mortes em decorrência da doença.

As autoridades russas afirmam que o crescente número de casos é explicado pelo crescente número de testes - 5,2 milhões, de acordo com dados publicados no sábado - e não por uma aceleração da propagação. Isto explicaria ainda a pequena taxa de mortalidade.

Moscou, principal foco da epidemia na Rússia, prolongou o confinamento até 31 de maio, mas autorizou os serviços de construção civil e a retomada do trabalho na indústria.

*Com informações da AFP

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