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Três das maiores comunidades do Rio têm pelo menos 11 mortes pela covid-19

22.mar.2020 - Vista geral da favela da Rocinha durante a crise do coronavírus - Sergio Moraes/Reuters
22.mar.2020 - Vista geral da favela da Rocinha durante a crise do coronavírus Imagem: Sergio Moraes/Reuters

Roberta Jansen

Rio de Janeiro

08/04/2020 15h18

Três das maiores comunidades do Rio já tiveram pelo menos onze mortes confirmadas por covid-19. Como o número de casos da doença nessas favelas é quase igual ao de óbitos (14), especialistas acreditam que está havendo uma subnotificação bem maior do que o normal em se tratando do novo coronavírus.

A chegada da epidemia nas comunidades é um dos maiores temores das autoridades de saúde. As favelas não costumam ter saneamento básico, as ruas são muito estreitas e, em geral, muitas pessoas dividem a mesma casa, propiciando a disseminação da doença.

Por enquanto, a grande maioria dos 1.251 casos da doença no município está concentrada nos bairros mais ricos, na zona sul e na zona oeste. O número de mortes é de 59. No entanto, os números indicam que já começam a se espalhar nas comunidades mais pobres.

Na Rocinha, na zona sul, foram contabilizados seis casos e cinco mortes. Em Vigário Geral, na zona norte, foram três casos e o mesmo número de mortes. Em Manguinhos, na zona norte, são cinco casos e três mortes.

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