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Rio registra 1 denúncia a cada 5 minutos relacionada ao coronavírus

Pedestres usam máscaras em Copacabana - Herculano Barreto Filho/UOL
Pedestres usam máscaras em Copacabana Imagem: Herculano Barreto Filho/UOL
do UOL

Herculano Barreto Filho

Do UOL, no Rio

26/03/2020 10h53

Resumo da notícia

  • Média é três vezes maior em comparação às denúncias de atuação do tráfico em 2019
  • Informações foram o equivalente a 72,8% dos registros feitos ontem pelo serviço
  • Disque Denúncia já contabiliza cerca de 2 mil informações relacionadas ao coronavírus

O Disque Denúncia do Rio, entidade privada sem fins lucrativos, recebe uma informação a cada cinco minutos relacionada ao coronavírus. Levantamento do UOL com base em dados passados pelo serviço levou em consideração os registros anônimos dos últimos sete dias por ligação telefônica ou pelo aplicativo. A média é três vezes maior em comparação aos relatos da atuação do tráfico de drogas em 2019, por exemplo, com uma denúncia a cada 15 minutos.

Ontem (25), foram 341 registros, o equivalente a 72,8% das denúncias encaminhadas para as autoridades do Rio. Desde a expansão da pandemia, já são quase 2.000 informações, que incluem desvios das recomendações oficiais das autoridades, preços abusivos por produtos de higiene e produções clandestinas de álcool em gel.

Mas há outros relatos, como grupos que se organizam para arquitetar saques a supermercados, empresas que expõem funcionários ao risco e até casas noturnas em funcionamento.

"O que ficou claro foi o apoio em massa das pessoas. Informações deste tipo ajudam os governos a traçar políticas públicas em uma direção orientada também pela população"

Zeca Borges, coordenador do Disque Denúncia

Uma das denúncias ajudou a Polícia Civil a descobrir a existência de uma fábrica clandestina de um dos produtos mais procurados pela população atualmente. Ontem (25), agentes da 53ª DP interromperam a fabricação de álcool em gel falsificado em um galpão em Mesquita, na Baixada Fluminense.

Imagem/Divulgação
Imagem: Imagem/Divulgação

Após constatarem que não havia licença da Vigilância Sanitária, os policiais apreenderam frascos, rótulos e o material usado na produção. O local foi interditado.

"Esses produtos estão em falta no mercado formal. Então, quadrilhas de falsificadores vão se aproveitar da situação. Importante evitar que produtos nocivos à saúde sejam distribuídos à população", analisa o delegado Tiago Dorigo, da 53ª DP.

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