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EUA acusam Maduro de narcoterrorismo e oferecem recompensa por prisão

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante discurso na Assembleia Constituinte, em Caracas - Federico Parra/AFP
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante discurso na Assembleia Constituinte, em Caracas Imagem: Federico Parra/AFP
do UOL

Do UOL, em São Paulo

26/03/2020 12h34

Os Estados Unidos acusaram hoje o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de narcoterrorismo e ofereceu uma recompensa de US$ 15 milhões (aproximadamente R$ 74 milhões) por informações que levem à prisão do líder venezuelano.

Além de Maduro, os EUA também acusaram outras quatro autoridades venezuelanas, incluindo o chefe de Justiça do país.

"O povo venezuelano merece um governo transparente, responsável e representativo que atenda às necessidades do povo e que não se envolva em tráfico ilícito de narcóticos", afirmou o Departamento de Estado dos EUA em comunicado.

"Esses indivíduos violaram a confiança do público ao facilitar o transporte de narcóticos da Venezuela, incluindo o controle de aviões que partem de uma base aérea venezuelana", acrescentou.

Assim, os venezuelanos se juntam a Coreia do Norte, Irã, Síria e Sudão no seleto grupo.

A classificação da Venezuela como estado patrocinador do terrorismo permitirá que Washington imponha sanções ainda mais duras ao regime venezuelano como, por exemplo, a proibição do comércio de armas entre os países e o veto a qualquer assistência econômica.

A designação é dada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, controlado por Mike Pompeo, secretário de estado do presidente Donald Trump. A classificação foi criada em 1979.

A Síria é o único país que está na lista desde o seu início. Cuba fez parte dela entre 1982 e 2015, quando Barack Obama removeu a ilha do relatório em meio a aproximação diplomática. A Coreia do Norte se fez presente de 1988 até 2008 e voltou em 2017 durante a administração Trump.

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