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China diz que Espanha comprou testes de coronavírus de empresa sem licença

Espanha adquiriu 640 mil testes de empresa não licenciada pelo governo chinês - Getty Images
Espanha adquiriu 640 mil testes de empresa não licenciada pelo governo chinês Imagem: Getty Images
do UOL

Do UOL, em São Paulo

26/03/2020 19h47

A embaixada da China na Espanha afirmou que a empresa chinesa Bioeasy, de onde os espanhóis adquiriram 640 mil testes rápidos de comprovação do coronavírus, não possui licença de operação. Os testes apresentaram uma sensibilidade de comprovação de 30%, quando deveria ser de 80%.

Os testes rápidos dão o resultado da covid-19 entre 10 e 15 minutos. Após a confirmação da insuficiência das comprovações, o Ministério da Saúde da Espanha recomendou que os testes mais lentos, de quatro horas, continuassem a ser utilizados por sua segurança.

O Ministério do Comércio da China ofereceu ao governo espanhol uma lista de empresas licenciadas pelo governo que não constava a companhia referida, assegura a embaixada em sua conta no Twitter.

A China ainda garantiu que suas doações e de empresas como do grupo Alibaba "não incluem produtos da Shenzhen Bioeasy Biotechnology."

Segundo o coordenador de Emergências do Ministério da Saúde da Espanha, Fernando Simón, o país faz diariamente entre 15 e 20 mil comprovações e reconheceu que os testes rápidos ajudariam a aumentar a capacidade, já que os laboratórios espanhóis estão no limite de operação.

Simón ainda diz que foram cerca de 9.000 testes defeituosos, os únicos que haviam chegado do lote de 640 mil. Durante as legitimações no Instituto de Saúde Carlos III e em hospitais de Madri, foi descoberto que os certificados de qualidade da empresa chinesa eram falsos.

"Isto nos obrigou a devolver os lotes. Eles nos fornecerão outros testes rápidos e também obtivemos outros fornecedores, não apenas de antígenos, mas também testes sorológicos."

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