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Áustria e Alemanha rechaçam 'coronabond' e frustram Itália

26/03/2020 14h07

ROMA E BOLZANO, 26 MAR (ANSA) - Os governos de Áustria e Alemanha se pronunciaram nesta quinta-feira (26) de forma contrária aos "coronabonds" e frustraram os planos de Itália e França de criar títulos de dívida comuns para os países da zona do euro.   

Em uma coletiva de imprensa em Viena, o chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, disse que não aceita uma "mutualização" generalizada dos débitos" e chamou o sistema de "modelo antigo".   

Já o ministro das Finanças da Alemanha, Olaf Scholz, afirmou durante um fórum no YouTube que não acredita que o "coronabond" seja o instrumento "correto" para impulsionar a economia europeia em tempos de coronavírus.   

Na última quarta (25), o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, o presidente da França, Emmanuel Macron, e outros sete líderes europeus haviam assinado um documento conjunto que pede a criação de títulos de dívida comuns na eurozona.   

Os chamados "coronabonds" seriam uma forma de enfrentar a crise causada pela pandemia do novo coronavírus, já que os recursos obtidos com a venda desses títulos seriam inteiramente destinados a financiar as despesas dos governos para conter a emergência sanitária e relançar a economia.   

A ideia remete aos "eurobonds", propostos no auge da crise financeira na zona do euro, mas sempre rechaçados pelos países com políticas fiscais mais rigorosas, principalmente a Alemanha.   

"A Itália é favorável ao instrumento dos coronabonds, mas prefiro chamá-los de títulos de recuperação da Europa", disse Conte nesta quinta.   

Com o "coronabond", os países da eurozona partilhariam uma mesma dívida, algo que não acontece atualmente. Dessa forma, nações mais endividadas, como Itália, Grécia, Portugal e Irlanda, teriam acesso a financiamento mais barato em um momento de crise, que tende a pressionar para cima os juros de seus débitos.   

A Europa é o atual epicentro da pandemia do novo coronavírus, que já contaminou cerca de 500 mil pessoas e deixou mais de 20 mil mortos no mundo todo. (ANSA)
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