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Caoa Chery suspende demissões na fábrica de Jacareí (SP) após greve

Fábrica da Caoa Chery em Jacareí, no interior paulista, produz motores, bem como os modelos Arrizo 5 e Tiggo 2 - Lucas Lacaz Ruiz/A13
Fábrica da Caoa Chery em Jacareí, no interior paulista, produz motores, bem como os modelos Arrizo 5 e Tiggo 2 Imagem: Lucas Lacaz Ruiz/A13
do UOL

Alessandro Reis

Do UOL, em São Paulo (SP)

20/03/2020 10h17

A Caoa Chery suspendeu hoje as demissões de 70 funcionários da fábrica de motores de Jacareí (SP), anunciada nesta semana, após os trabalhadores da unidade do interior paulista entrarem em greve ontem.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, também no interior paulista, a paralisação foi suspensa e o acordo com a montadora foi selado em assembleia realizada nesta sexta.

Além dos motores, a fábrica é responsável pela produção do sedã Arrizo 5 e do SUV Tiggo 2 e tem atualmente cerca de 600 colaboradores contratados, segundo o sindicato.

Procurada por UOL Carros, a Caoa Chery confirma o cancelamento das demissões.

"A Caoa Chery, sensível ao atual momento que o Brasil está atravessando com a pandemia de Covid-19 e, em acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, tomou a decisão de reverter as demissões realizadas pela empresa na data de ontem, 18/03/20, colocando todos em regime de lay-off", diz comunicado enviado à reportagem.

A empresa, no entanto, não respondeu a questionamento sobre o futuro da unidade de motores e se ela será fechada.

Weller Gonçalves, presidente do sindicato, informa que a partir de 1º de abril todos os funcionários ficarão em regime de layoff, ou seja, com suspensão temporária do contrato de trabalho e vínculo empregatício mantido. O pagamento integral dos salários vai continuar.

Todos voltam ao trabalho no dia 30 de abril, exceto aqueles que haviam sido demitidos, que seguirão afastados até 30 de agosto.

Antes de entrar em layoff, os trabalhadores que chegaram a ser desligados da empresa demitidos entram em licença remunerada a partir de hoje. A mesma medida será estendida, aos poucos, para todos os setores. Por sua vez, o pessoal do setor administrativo vai trabalhar pelo regime de home office.

O líder sindical já vinha negociando com empresas da região para que estas concedessem licença remunerada por conta da pandemia do coronavírus e dos impactos na economia.

A General Motors, por exemplo, anunciou esta semana férias coletivas em todas as suas unidades no Brasil a partir do próximo dia 30 - incluindo a fábrica de São José dos Campos, cujos trabalhadores também são representados pelo sindicato presidido por Gonçalves.

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