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Polícia nos EUA reduz blitz para evitar contágio por coronavírus

do UOL

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Em São Paulo (SP)

19/03/2020 15h08

Para se proteger da pandemia de coronavírus, policiais dos Estados Unidos estão reduzindo o número de carros que pedem para parar. De acordo com a revista Car and Driver, que entrevistou um policial não identificado de Michigan, a abordagem do departamento para minimizar a disseminação do COVID-19 pode ser descrita como: "não pare ninguém a menos que seja necessário".

Um outro policial municipal do subúrbio de Detroit informou que seu departamento não está realizando nenhuma prisão por crimes leves. Ele explicou que o departamento espera reduzir o número de casos nos tribunais.

No entanto, oficialmente a polícia não afirma a mesma coisa. "Continuaremos conduzindo investigações criminais, aplicando as leis de trânsito de Nova Jersey e investigando acidentes de veículos a motor", disse o sargento Jeff Flynn, da Polícia Estadual de Nova Jersey.

"Nós incentivamos os soldados a limitar o contato com as pessoas. Se um soldado puder fazer uma ligação telefônica em vez de falar com alguém pessoalmente, recomendamos que eles façam isso".

Shannon Banner, porta-voz da polícia de Michigan, disse: "a segurança no trânsito continua sendo uma prioridade da Polícia do Estado de Michigan, e os soldados têm discrição quando se trata de fiscalização do trânsito. Até agora, não fizemos nenhuma alteração na prestação de serviços, mas essa não é uma situação fácil, e faremos ajustes se forem necessários e do melhor interesse da segurança pública. Queremos garantir a saúde de nossos funcionários".

O ponto da questão é avaliar qual a maior ameaça à segurança no momento, o vírus ou pequenos delitos. De acordo com números oficiais, 9.378 pessoas morreram em acidentes de trânsito nos EUA em 2018. Dados recentes sobre o COVID-19 sugerem que o vírus tem uma taxa de mortalidade de 1,4% para quem o contrai.

Ou seja, se o vírus infectar 80% da população dos EUA e essa taxa de mortalidade for exata, o número poderá chegar a 3,7 milhões de pessoas.

Delegacias de polícia em todos os EUA fecharam suas portas ao público para negócios não emergenciais no momento. Processos de rotina, como registro de armas de fogo, entrevistas com testemunhas e impressões digitais, ou foram suspensos ou agora estão sendo realizados via internet, correio ou telefone.

Cidades como Denver, Portland, Oregon e Nova York já anunciaram planos para reduzir a resposta pessoal da polícia por crimes não-violentos e crimes que não estiverem em andamento.

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