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Goldman vê ouro a US$ 1.800 como 'refúgio de último recurso'

Justina A. Vasquez

27/02/2020 06h49

(Bloomberg) -- O Goldman Sachs aumentou a previsão para o ouro para US$ 1.800 a onça, já que o coronavírus, juros reais muito baixos e maior foco nas eleições dos Estados Unidos continuam a impulsionar a demanda pelo metal como porto seguro.

O banco elevou sua projeção de 12 meses em US$ 200 e disse que "no caso de o efeito do vírus se estender para o segundo trimestre, poderíamos ver o ouro acima de US$ 1.800 a onça já em três meses". O ouro à vista, que acumula alta superior a 8% este ano, chegou a ser negociado a US$ 1.651,70 a onça na quinta-feira.

O ouro é negociado perto da máxima de sete anos, impulsionado por um número crescente de casos de coronavírus em todo o mundo que ameaçam reduzir a atividade econômica global. O metal superou o desempenho de moedas vistas como porto seguros tradicionais, como o iene e o franco suíço, e consideradas "refúgio de último recurso", disse Mikhail Sprogis, analista do Goldman, em relatório na quarta-feira.

O banco projeta que as cotações subam para US$ 1.700 a onça em três meses e para US$ 1.750 em seis meses. A previsão anterior era de US$ 1.600 para os dois períodos. O Goldman também elevou a previsão para a prata.

--Com a colaboração de Ranjeetha Pakiam.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

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