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Toffoli e Maia reagem a apoio de Bolsonaro a protesto contra o Congresso

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Tribunal Superior do Trabalho -
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Tribunal Superior do Trabalho
do UOL

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

26/02/2020 18h13

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticaram Jair Bolsonaro (sem partido) por ter compartilhado no WhatsApp um vídeo de apoio a manifestações contrárias ao Congresso Nacional, convocadas para 15 de março.

Toffoli afirmou que "não existe democracia sem um Parlamento atuante, um Judiciário independente e um Executivo já legitimado pelo voto", fazendo uma crítica direta a Bolsonaro. O ministro do STF também censurou o que ele chama de "clima de disputa permanente", mas sem nomear o presidente da República.

Maia também não citou nominalmente Bolsonaro, mas criticou o que chamou de "tensão institucional" e pediu "paz e responsabilidade" ao Brasil. "Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir", afirmou.

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, não se manifestou sobre o assunto até esta publicação, segundo sua assessoria de imprensa.

Mais cedo, o ministro Celso de Mello, decano do STF, também se manifestou, criticando Bolsonaro severamente, dizendo que ele não está à altura do cargo. "Ato de inequívoca hostilidade aos demais Poderes da República traduz gesto de ominoso desapreço e de inaceitável degradação do princípio democrático", afirmou.

O mesmo foi feito pelo ministro Gilmar Mendes. "A harmonia e o respeito mútuo entre os Poderes são pilares do Estado de Direito, independentemente dos governantes de hoje ou de amanhã. Nossas instituições devem ser honradas por aqueles aos quais incumbe guardá-las", afirmou.

O apoio de Bolsonaro ao ato contra o Congresso também foi criticado por nomes como Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Na primeira aparição pública após o apoio ao protesto, Bolsonaro evitou a imprensa em Brasília. Questionado sobre o assunto, Bolsonaro acenou e não respondeu.

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