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Em live com Bolsonaro, Onyx critica atitude de Cid Gomes: 'Irresponsável'

"É de uma irresponsabilidade, um desequilíbrio. Um ato que colocou em risco a vida de muitas e muitas pessoas", disse Onyx - Reprodução/Facebook
"É de uma irresponsabilidade, um desequilíbrio. Um ato que colocou em risco a vida de muitas e muitas pessoas", disse Onyx Imagem: Reprodução/Facebook
do UOL

Do UOL, em São Paulo

20/02/2020 21h21

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, criticou a atitude do senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE), que ontem foi baleado após tentar furar um protesto policial com uma retroescavadeira. Para Onyx, o ato foi irresponsável e colocou em risco a vida de muitas pessoas.

"Isso aí é de uma irresponsabilidade, um desequilíbrio. Um ato que colocou em risco a vida de muitas e muitas pessoas. E é evidente que, quando tu tens sua vida em risco, tu tens o direito à legítima defesa", disse o ministro durante transmissão ao vivo com Jair Bolsonaro (sem partido).

A declaração foi uma resposta à pergunta do presidente, que, citando uma matéria do UOL, voltou a criticar a imprensa.

"Obrigado, imprensa brasileira. Vocês são maravilhosos", ironizou Bolsonaro. "'Tá' aqui, ó, Folha/UOL: 'Vereador bolsonarista liderou motim em quartel onde Cid Gomes foi baleado'. Olha só, hein? O motim lá se deve a um vereador bolsonarista. Eu queria que vocês me apresentassem ele [sic], pelo menos isso", completou.

O presidente ainda comentou uma declaração da jornalista Eliane Cantanhêde na GloboNews, compartilhada por ele cerca de meia hora antes do início da live.

"Eliane Cantanhêde descobriu também que um dos responsáveis pelo tiro em Ciro [sic] Gomes foi um tal de Jair Bolsonaro. Você conhece esse cara, Onyx?", zombou. "Você está vendo o risco que está correndo aqui do meu lado? Você não vai tirar o time, sair correndo daqui?", disse, se dirigindo à intérprete de libras.

A jornalista, na verdade, argumentava sobre os aspectos que envolvem os acontecimentos no Ceará. Ela citou o fato de os irmãos Gomes, Cid e Ciro, fazerem política na base do confronto, além da exaltação exacerbada das polícias feita por parte de Bolsonaro.

"Há vários aspectos para a gente considerar. O primeiro, que é o que todo mundo em Brasília está considerando, é que o Cid Gomes e o irmão dele, Ciro Gomes, fazem politica na base da beligerância", comentou. "Do outro lado, você tem o presidente Jair Bolsonaro empoderando as polícias. [Quando] Tem confronto policial, o presidente elogia a polícia e não dá uma palavra sobre as vítimas", concluiu.

Últimas atualizações sobre Cid Gomes

O ataque a Cid Gomes aconteceu ontem à tarde, depois que o senador tentou entrar com uma retroescavadeira no 3º Batalhão da Polícia Militar de Sobral, cidade a 270 km de Fortaleza. O local era palco de uma manifestação de policiais, que reivindicam aumento salarial.

Em boletim médico divulgado pela manhã, o Hospital do Coração afirmou que Cid foi vítima de ferimento por arma de fogo no hemitórax esquerdo. Informações preliminares, posteriormente desmentidas, informavam que os disparos foram com balas de borracha.

Ele foi transferido para outro hospital em Fortaleza no início da tarde, onde passará por mais exames hospitalares e ficará em observação até alta médica.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará afirmou que investiga o crime em conjunto com a Polícia Federal. A pasta diz que os disparos partiram de "encapuzados amotinados no 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM)".

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