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China registra queda do número de infecções pelo novo coronavírus

19/02/2020 16h03

Pequim, 19 fev (EFE).- O novo coronavírus Covid-19 continua causando estragos na China, que nesta quarta-feira viu o número de mortes pelo surto ultrapassar a marca de 2 mil, enquanto a população continua em pânico, porém com um pouco mais de otimismo após a divulgação de que as novas infecções estão em declínio.

De acordo com o último relatório oficial das autoridades de saúde do país asiático, o número de mortos é de 2.004 pessoas - 136 a mais do que ontem -, o número de infectados, 74.185 e o caso de casos graves, 11.977.

No entanto, a quantidade de pacientes que superaram o coronavírus, batizado como SARS-CoV-2, excedeu hoje, pela primeira vez, o número de recém-infectados: 1.824 recuperados nas últimas 24 horas por 1.749 infectados, de acordo com estatísticas oficiais.

Além disso, o número de novos casos confirmados fora da província de Hubei, epicentro do surto, já acumula 15 dias consecutivos de declínio: 56 casos foram relatados hoje, bem abaixo dos 890 detectados em 3 de fevereiro.

Um total de 14.376 pessoas já superaram a doença, que, segundo relatado hoje pela Comissão Nacional de Saúde, se espalha mais facilmente se as pessoas permanecerem em ambientes relativamente fechados por períodos prolongados.

Embora o vírus seja transmitido principalmente por gotículas respiratórias, o que requer contato físico próximo, as infecções também são comuns devido à exposição a espirros ou outras secreções corporais, especialmente em espaços fechados.

Os casos de Covid-19, a doença causada pelo vírus respiratório, continuam concentrados em Hubei, no centro-leste do país, onde hoje foram registrados 1.693 novos casos e outras 132 mortes.

Enquanto isso, o país tenta retomar a normalidade diante das preocupações não apenas pelo contágio, mas também pelas consequências econômicas desta crise.

Em resposta, o governo chinês anunciou hoje que adotará uma "abordagem múltipla" para facilitar as operações comerciais e empregos, com medidas específicas como reduzir ou isentar contribuições de empregadores para a seguridade social, em um esforço para sustentar o crescimento.

QUARENTENA DIFICULTA VIDA DE CHINESES SOROPOSITIVOS

As medidas de quarentena tomadas em várias partes da China pelo coronavírus, juntamente com o congestionamento de muitos hospitais para tratar pacientes com o Covid-19, dificultam o acesso dos soropositivos chineses aos anti-retrovirais e outros tratamentos, alerta o Unaids.

Uma pesquisa com membros deste programa das Nações Unidas com as autoridades chinesas, mostra que um terço dos portadores de HIV no país correm o risco de ficar sem anti-retrovirais em questão de dias devido a restrições de movimentos e quarentena em muitas cidades chinesas.

Além disso, quase metade das pessoas ouvidas ressaltou que não sabe onde obter novos medicamentos para continuar seu tratamento (geralmente crônico na maioria dos soropositivos), devido à impossibilidade de retornar aos seus locais de origem ou à superlotação de muitos hospitais.

MAIS UMA MORTE EM HONG KONG

Enquanto isso, Hong Kong registrou hoje sua segunda morte, um homem de 70 anos que estava internado há 12 dias e morreu nesta manhã, afirmaram as autoridades locais.

Até o momento, a cidade acumula 62 infecções diagnosticadas e há a preocupação de que as infecções tenham aumentado entre os habitantes sem histórico de viagens à China.

A cidade financeira ainda se lembra do impacto da Síndrome Respiratória aguda e grave (SARS) de 2003, que matou 299 das 774 vítimas em Hong Kong, levando apelos de diferentes segmentos sociais para selar completamente a fronteira com a China continental.

Até o momento, todas as mortes, exceto seis - em Taiwan, Japão, França, Filipinas e duas em Hong Kong - ocorreram na China continental e, embora 30 países tenham diagnosticado casos, a China responde por cerca de 99% dos infectados.

Os sintomas do novo coronavírus são, em muitos casos, semelhantes aos de um resfriado, mas podem ser acompanhados de febre e fadiga, tosse seca e falta de ar.

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