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Run flat: como funcionam pneus que rodam furados e saiba se valem a pena

#Avaliação: Ford Ecosport sem estepe? Testamos a versão Titanium

UOL Carros
do UOL

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo

15/02/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Pneu equipa modelos de luxo de marcas como BMW e Porsche
  • Ford EcoSport é único carro nacional equipado com pneus run flat
  • Fabricantes dizem que é possível rodar até 80 quilômetros a até 80 km/h

Poucas situações são mais desagradáveis do que se deparar com um pneu furado. Foi para evitar este tipo de dor de cabeça que algumas fabricantes (de carros e pneus) apostaram nos pneus run flat, cuja principal virtude era a possiibilidade de rodar mesmo depois de furado.

Parece maravilhoso, certo? Pois não há apenas vantagens. Este tipo de pneu oferece algumas deficiências, como o alto custo. Confira a seguir tudo sobre os pneus run flat.

Como funciona?

A premissa dos pneumáticos é de rodar sem ar por até 80 quilômetros, desde que não se ultrapasse o limite de 80 km/h. Eles possuem reforços estruturais nos flancos, ombros e talões (a lateral e o aro de fixação na roda).

São eles que apoiam o veículo quando os pneus estão sem ar pressurizado, impedindo também que as rodas não entrem em contato direto com a banda de rodagem. É assim que é possível rodar nas condições pré-determinadas sem a possibilidade de ocorrer um detalonamento.

Pneu pode rodar sem pressão por até 80 quilômetros a 80 km/h - Divulgação
Pneu pode rodar sem pressão por até 80 quilômetros a 80 km/h
Imagem: Divulgação

Ao volante notam-se poucas diferenças de comportamento em relação a pneus sem furos. A sensação é de rodar abaixo da calibragem recomendada pelo fabricante do veículo.

Só para os ricos?

A maioria dos veículos equipados de fábrica com pneus run flat são importados de marcas de luxo. Empresas como Audi, BMW, Mercedes-Benz e Porsche equipam seus carros com o composto.

É importante ressaltar que você não é qualquer veículo que pode usar pneus run flat. Os pneumáticos são homologados para cada modelo, sendo que o veículo traz uma calibragem diferente de suspensão e direção por conta das características do produto e do maior peso dos pneus. Eles podem pesar até quatro quilos a mais.

Além disso, os carros com pneus run flat precisam ser equipados com sensores de pressão dos pneus, uma vez que o motorista pode não notar o esvaziamento e continuar rodando.

Carro tem mudanças na suspensão e direção para rodar com pneus run flat - Divulgação
Carro tem mudanças na suspensão e direção para rodar com pneus run flat
Imagem: Divulgação

Atualmente, o Ford EcoSport é o único modelo fabricado no Brasil a sair de fábrica com pneus run flat, que são fornecidos pela Michelin. Porém, apenas a versão topo de linha Titanium traz os pneumáticos mais resistentes.

O SUV precisou passar por um novo ajuste na altura das molas traseiras para modificar a altura da suspensão após a retirada do estepe, que ficava na tampa do porta-malas. Houve ainda a necessidade de recalibrar o sistema de direção devido ao maior peso dos pneus run flat.

Pouco tempo após o lançamento, a fabricante foi contestada pelo Procon, que alegou que não foram dadas explicações adequadas sobre as limitações deste tipo de pneu.

Dá para consertar?

Michelin diz que pneu pode seguir rodando se não ultrapassar distância de 80 km - Divulgação
Michelin diz que pneu pode seguir rodando se não ultrapassar distância de 80 km
Imagem: Divulgação

Ford e Michelin afirmam que um pneu run flat reparado pode permanecer em uso se não tiver ultrapassado a "cota" de 80 quilômetros rodados.

Já a Pirelli, que fabrica o produto no Brasil e fornece para marcas como Mercedes-Benz e BMW, diz o contrário. A recomendação é substituir o pneu independente da quilometragem rodada. Isso porque os reforços presentes no pneumático podem ser afetados por conta do peso extra enquanto rodava sem pressão.

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