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Você usa soda cáustica na limpeza? Faz sabão? Entenda o perigo químico

Sabão feito artesanalmente de óleo é sustentável, mas soda cáustica pode ser um perigo - Getty Images
Sabão feito artesanalmente de óleo é sustentável, mas soda cáustica pode ser um perigo Imagem: Getty Images
do UOL

De Tilt, em São Paulo

15/02/2020 04h00

Usar óleo de cozinha para fabricar sabão em casa é uma atitude ecologicamente correta, mas pode gerar riscos— especialmente para quem tem crianças, já que muitos vídeos na internet sugerem a adição de soda cáustica no processo de produção.

A soda cáustica é um produto altamente corrosivo, que funciona em produtos orgânicos. Popularmente, é usada para limpar o chão ou desentupir pias, por eliminar a gordura, mas é preciso cuidado. Ao mesmo tempo que ela ajuda, ela pode causar queimaduras químicas na sua pele ou nos seus olhos ao menor contato.

Se você misturar com água quente, o estrago pode ser enorme, porque acontece uma reação química poderosa, com borbulhamento, liberação de vapor e temperatura que pode chegar a 100ºC.

A orientação para quem precisa mexer com o material é sempre usar equipamentos de proteção, como óculos, luvas, máscara e botas de borracha. O vapor liberado pela soda cáustica também é nocivo.

Além disso, a ingestão acidental de produtos com soda cáustica em sua composição é um problema frequente e, em muitos casos, fatal. O Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da FMUSP (Ceatox) registra centenas de casos todos os anos.

Além de provocar fortes dores, com queimaduras internas e o fechamento do esôfago, as lesões produzidas pelo produto exigem um tratamento complexo e demorado. Os casos de maior gravidade devem ser tratados em centros qualificados, que disponham de equipamentos e, principalmente, profissionais especializados, como o Instituto da Criança.

Em caso de ingestão de soda cáustica, deve se procurar imediatamente atendimento de urgência para ser feito o exame endoscópico que permitirá observar a extensão da lesão e, ao mesmo tempo, iniciado o tratamento clínico para hidratação e nutrição do paciente.

Fonte: Uenis Tannuri, do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Instituto da Criança do HC da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

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