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Passageiros que estavam em quarentena em cruzeiro no Japão começam a sair

14/02/2020 15h54

Tóquio, 14 fev (EFE).- Autoridades do Japão permitiram nesta sexta-feira a saída de passageiros idosos com complicações de saúde que estavam em um cruzeiro que chegou à cidade de Yokohama no último dia 3, que foi colocado em quarentena como parte da operação para evitar a propagação do novo coronavírus.

Cerca de 3,7 mil pessoas, incluindo passageiros e tripulação, chegaram a bordo do Diamond Princess, e pelo menos 200 delas já foram confirmadas como tendo sido infectadas pelo vírus misterioso.

Embora todos os contaminados estivessem sendo transferidos para instalações médicas à medida que os resultados chegavam, o restante deveria permanecer no navio, em quarentena, pelo menos até a próxima quarta-feira.

As autoridades, no entanto, concordaram na última terça que as pessoas com 80 anos ou mais, que sofram de complicações médicas e que tenham testado negativo para Covid-19, poderiam deixar o navio, desde que concordassem com a transferência.

A emissora pública de televisão "NHK" informou que as primeiras pessoas a se beneficiarem da medida começaram a deixar o navio por volta das 14h (local, 3h de Brasília).

Segundo o governo japonês, todas elas, ao saírem do da embarcação, seriam transferidas para uma instalação educacional na província de Saitama, ao norte de Tóquio, onde teriam que respeitar uma quarentena. As autoridades não informaram quantas pessoas aceitaram a medida.

No Japão, mais de 250 pessoas foram identificadas como infectadas pelo novo vírus, a maioria delas no Diamond Princess. Destas, apenas uma mulher na casa dos oitenta morreu na província de Kanagawa, cuja capital é Yokohama.

As autoridades estão investigando como ela pode ter sido infectada, mas foi oficialmente relatado que seu genro, um taxista na casa dos 70 anos, que vive em Tóquio, também foi diagnosticado com Covid-19.

De fato, de acordo com uma entrevista coletiva concedida nesta sexta por representantes do governo da província de Tóquio, o homem participou de uma festa de Ano Novo com outros taxistas a bordo de uma barca em que, aparentemente, havia dez tripulantes que poderiam ter tido contato com chineses da província de Hubei, epicentro da epidemia.

O Ministério também relatou duas outras infecções em residentes de Tóquio que tiveram contato próximo com o taxista e destacou que 100 participantes da festa foram examinados porque ao menos dez deles tiveram febre alta, um dos sintomas da doença.

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