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Justiça britânica decide interromper tratamento que mantem bebê "vivo"

O pai e a mãe de Midrar Ali, com um retrato do bebê, entram no tribunal de Manchester para uma nova audiência do caso - Reprodução
O pai e a mãe de Midrar Ali, com um retrato do bebê, entram no tribunal de Manchester para uma nova audiência do caso Imagem: Reprodução
do UOL

Do UOL, em São Paulo

14/02/2020 13h06

A justiça britânica tomou uma decisão polêmica a respeito do caso de um bebê que é mantido vivo com ajuda de aparelhos.

Três juízes reafirmaram a decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça, em janeiro, e decidiram que os médicos podem parar de oferecer o tratamento a Midrar Ali, de quatro meses, internado no hospital Saint Mary, em Manchester. Para a justiça, o bebê teve morte cerebral.

Para eles, é necessário "interromper o tratamento para que ele possa ter uma morte amável e digna".

A nova decisão não agradou a família de Midrar, que briga para que o filho continue o tratamento. Eles alegam que os médicos não têm certeza da morte cerebral do menino, o que foi questionado no tribunal.

A criança de pouco mais de quatro meses ficou sem oxigênio durante as complicações no nascimento e precisa da ajuda de ventilador para respirar.

Para os três juízes que analisaram o recurso da família, concluíram que os pais de Midrar não tinham um caso embasado e declararam que o bebê morreu no dia 1º de outubro, quando ele completou 14 dias de vida.

A ministra Justice Lieven, da divisão de família do Superior Tribunal, alegou em sua decisão em janeiro que os exames eram conclusivos sobre a morte cerebral da criança.

O pai do bebê, Karwan Ali, disse que o resultado é "apenas terrível". "Ele ainda está crescendo. Eles não têm 100% de certeza de que ele está morto. Os olhos dele se mexe, eu posso ver'", afirmou ele à Sky News.

O grupo NHS Foundation Trust da Universidade de Manchester, que administra o hospital, disse anteriormente que Midrar sempre usou o ventilador e nunca conseguiu respirar sozinhos.

Agora, o advogado da família cogita pedir um novo recurso e solicitar uma avaliação de médicos de fora do Reino Unido para manter o filho em tratamento e, ainda, levar o caso à Suprema Corte.

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