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EUA e Talibã fecham pacto de redução da violência por uma semana

Se mantido, pacto poderá abrir caminho para um acordo até o final do mês sobre a retirada de tropas dos EUA do Afeganistão - Getty Images
Se mantido, pacto poderá abrir caminho para um acordo até o final do mês sobre a retirada de tropas dos EUA do Afeganistão Imagem: Getty Images

Paul Carrel e Jonathan Landay

14/02/2020 20h25

MUNIQUE/WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos chegaram a um acordo com o Talibã sobre uma redução na violência por uma semana, o que pode levar à retirada de soldados norte-americanos do Afeganistão. A informação foi divulgada por uma autoridade de alto escalão do governo dos EUA, que ainda alertou que os insurgentes precisam honrar os compromissos do pacto.

O acordo foi fechado em negociações prolongadas na capital do Catar, Doha, e anunciado após uma reunião entre o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, o secretário de Defesa, Mark Esper, e o presidente afegão, Ashraf Ghani, nos bastidores da Conferência de Segurança de Munique.

Se mantido, o pacto poderá abrir caminho para um acordo até o final do mês sobre a retirada de tropas dos EUA do Afeganistão, um objetivo há muito buscado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que tem prometido acabar com as "guerras sem fim" enquanto busca a reeleição em novembro.

"Foi a violência que atrapalhou a assinatura de um acordo em setembro. Agora temos um acordo sobre a redução da violência. E, se os talibãs implementarem o que se comprometeram a fazer, avançaremos com o acordo", afirmou uma autoridade sênior do governo a repórteres em Munique.

O período de sete dias ainda não começou, mas entrará em vigor em breve, segundo a fonte. Não houve comentários imediatos do governo de Ghani ou do Talibã.

Ainda há um longo caminho a percorrer para um acordo de paz e o fim da presença militar norte-americana de quase duas décadas, que começou logo após os ataques de 11 de Setembro pela Al Qaeda. Autoridades dos EUA deixaram claro que os 13.000 soldados dos EUA serão reduzidos para 8.600 este ano, com ou sem um acordo de retirada.

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