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Coronavírus: primeiros franceses repatriados de Wuhan deixam a quarentena no sul do país

14/02/2020 09h05

Após a quarentena, a liberdade: o primeiro grupo de franceses repatriados de Wuhan - epicentro das contaminações do coronavírus Covid-19 - deixaram nesta sexta-feira (14) o centro de confinamento no sul da França. Nenhum deles apresentou sintomas da doença durante o isolamento, garantem as autoridades sanitárias do país.

Após a quarentena, a liberdade: o primeiro grupo de franceses repatriados de Wuhan - epicentro das contaminações do coronavírus Covid-19 - deixaram nesta sexta-feira (14) o centro de confinamento no sul da França. Nenhum deles apresentou sintomas da doença durante o isolamento, garantem as autoridades sanitárias do país.

No total, 181 pessoas que foram repatriadas em 31 de janeiro da China permaneceram 14 dias em quarentena em uma colônia de férias em Carry-le-Rouet, no sul da França. Todos eles passam bem e voltarão para suas casas sem a necessidade de mais testes ou controles.

Antes de subir nos ônibus que os levou a estações de trem e aeroportos, os repatriados passaram por um local onde puderam jogar fora suas máscaras e lavar as mãos. Muitos deles estavam emocionados ao deixar o centro, trocaram apertos de mão e se despediram.

Na véspera, o grupo realizou uma cerimônia de despedida para agradecer as equipes médicas que os acompanharam durante as duas semanas de confinamento. Os repatriados também receberam um "certificado de não-contágio" para garantir que não representam perigo.

Dois outros grupos de repatriados da China, que somam cerca de 150 pessoas, continuam em quarentena na França. Um deles deve ser liberado no próximo domingo (16). Outras 35 pessoas que chegaram em um voo de Londres em 9 de fevereiro permanecerão confinadas até o próximo fim de semana.

Revisão de balanço de mortos na China

As autoridades sanitárias da China anunciaram nesta sexta-feira que o número total de mortos devido à epidemia COVID-19 é de 1.380, e não de 1.483 como divulgado anteriormente. A diferença se deve a "estatísticas duplicadas" na província de Hubei, justificou a Comissão Nacional de Saude.

No total, 63.851 pessoas estão infectadas no país. A doença se propaga rapidamente entre os funcionários dos serviços de saúde. Segundo o vice-ministro da Comissão Nacional da Saúde, Zeng Yixin, 1.716 empregados de hospitais foram contaminados e seis morreram.

Fora da China, a epidemia provocou a morte de três pessoas e mais de 500 estão contaminadas. Os passageiros do navio de cruzeiro americano "Westerdam", proibido de atracar em cinco portos asiáticos por temor de contágio, puderam finalmente desembarcar nesta sexta-feira no Camboja.

A epidemia do novo coronavírus Covid-19 provocou perdas de entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para as companhias aéreas do mundo inteiro que tiveram que cancelar voos para a China, anunciou a Organização Internacional de Aviação Civil.

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