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Senado dos EUA debate restringir poder de Trump para evitar guerra com Irã

Aprovação poderia envergonhar Trump, que tem se apoiado nos senadores republicanos para bloquear leis com que não concorda - Mandel Ngan/AFP
Aprovação poderia envergonhar Trump, que tem se apoiado nos senadores republicanos para bloquear leis com que não concorda Imagem: Mandel Ngan/AFP

12/02/2020 21h16

Washington, 13 Fev 2020 (AFP) - O Senado dos Estados Unidos abriu um debate nesta quarta-feira (12) sobre limitar a autoridade do presidente Donald Trump para lançar operações militares contra o Irã, cuja aprovação parece possível depois que oito republicanos se colocaram do lado dos democratas para avançar neste projeto.

Uma votação sobre a resolução pode ocorrer amanhã, em meio a preocupações de que Trump poderia embarcar em um conflito militar aberto contra Teerã sem consultar o Congresso.

A ordem de Trump de matar o comandante iraniano Qassim Suleimani, em janeiro, provocou protestos em Nova York contra uma possível guerra.

A aprovação poderia envergonhar o presidente, que tem se apoiado na sólida maioria dos republicanos no Senado para bloquear leis com as quais não está de acordo. Os democratas garantem que querem prevenir uma guerra com o Irã.

É esperado, porém, que Trump vete o projeto. "É muito importante para a segurança do nosso país que o Senado dos Estados Unidos não vote pela Resolução dos Poderes de Guerra sobre o Irã", pediu o presidente em sua conta no Twitter.

"Estamos agindo muito bem perante o Irã e este não é o momento de mostrar fragilidade... Se minhas mãos estivessem atadas, o Irã teria um dia de vantagem. Enviaria um sinal muito ruim. Os democratas só estão fazendo isto como uma tentativa de complicar o Partido Republicano", destacou.

Em janeiro, a Câmara de Representantes, controlada pelos Democratas, aprovou sua própria versão da lei, após concretizada a ordem de Trump de matar o mais alto comandante iraniano, Qassim Suleimani, em Bagdá, e ataques de represália com mísseis por parte de Teerã contra bases usadas pelos Estados Unidos no Iraque. Isso aumentou drasticamente as tensões e os temores de uma guerra devastadora entre os dois inimigos declarados.

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