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Crítico de Putin é assassinado com 100 facadas; polícia vê motivo político

Crítico de Vladimir Putin, Imran Aliev foi encontrado morto em hotel na França - Reprodução/YouTube
Crítico de Vladimir Putin, Imran Aliev foi encontrado morto em hotel na França Imagem: Reprodução/YouTube
do UOL

Do UOL, em São Paulo

10/02/2020 19h49

Um blogueiro que sempre criticou a Chechênia e o governo do presidente russo Vladimir Putin foi encontrado morto em um hotel na França com 100 feridas provenientes de facadas. Segundo a Business Insider, ele ainda teve a garganta cortada.

Imran Aliev, de 44 anos, foi encontrado morto no que foi descrito para a Agence France-Presse como um ato de "extrema selvageria". Os relatórios policiais apontam que a motivação do crime foi político.

Aliev tinha status de refugiado político e estava morando na Bélgica sob proteção policial "por causa de ameaças na Rússia e na Chechênia devido a seus blogs de oposição", disse um oficial da polícia francesa.

Usando o nome online de Mansur Stariy, ele ficou conhecido por criticar Putin e o comandante da Chechênia, Ramzan Kadyrov.

"Nós o tínhamos sob proteção policial por um motivo", disse um oficial belga para a Business Insider, explicando ainda que etinha "ameaças específicas e perigosas à sua vida por parte de certos setores políticos da Chechênia e da Rússia".

O site, porém, não sabe se Aliev avisou as autoridades que iria para a França. O corpo do crítico foi encontrado horas após ele dar entrada no hotel em Lille.

O assassinato "tem todas as características de uma motivação política", disse uma fonte próxima à investigação à AFP. "Muitas pessoas poderiam desejá-lo morto", disse outra fonte à agência.

"Obviamente, considerando a história de Aliev e as ameaças anteriores, precisamos examinar a possibilidade de um serviço de inteligência estatal neste assassinato", disse a fonte policial sênior ao Business Insider.

"Estamos coletando e analisando evidências de padrões de viagens, interceptações eletrônicas e outras ferramentas de investigação à nossa disposição", disse o policial francês.

O funcionário disse que a França ainda não havia contatado a Rússia para obter ajuda no caso. A polícia de Lille ainda não fez nenhuma prisão, disse a AFP.

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