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JPMorgan Chase também vê surto como oportunidade de compra

Sydney Maki e Aline Oyamada

29/01/2020 08h19

(Bloomberg) -- O JPMorgan Chase se une ao coro de estrategistas e investidores segundo os quais o surto do coronavírus na China pode ser uma oportunidade de compra.

"O que costuma acontecer é que o mercado atinge um piso quando os casos se estabilizam", disse Gabriela Santos, estrategista de mercado global do JPMorgan Asset Management, em Nova York. "Talvez seja uma oportunidade de compra, especialmente nas economias emergentes da Ásia."

Mesmo com o aumento das restrições de viagens, o número de mortos e a ocorrência de novos casos em todo o mundo, há sinais de que alguns investidores estão limitando a fuga de ativos chineses e equivalentes. O yuan offshore estendeu o avanço nas negociações na Ásia na quarta-feira, depois de ter registrado a maior queda em seis semanas na segunda-feira. Embora seja muito cedo para que investidores saibam a gravidade do surto e seu impacto no crescimento, provavelmente haverá uma nova correção assim que a doença for controlada, disse Santos.

O maior fundo de índice dos Estados Unidos com foco em ações chinesas se estabilizou na terça-feira, depois de registrar a maior queda desde agosto na segunda-feira. O ETF iShares MSCI China (MCHI), com US$ 4,7 bilhões em ativos, subiu 1%.

O vírus suspendeu grande parte das viagens para e dentro da China, a segunda maior economia do mundo, e matou mais de 100 pessoas. Autoridades dos EUA desaconselharam viagens não essenciais à China, enquanto alguns dos mercados da Ásia permanecem fechados durante o feriado do Ano Novo Lunar.

Isso foi suficiente para o Julius Baer, que na semana passada havia incentivado investidores a aproveitarem o surto para comprar ações baratas, a dar um passo atrás. Embora a empresa ainda tenha uma visão construtiva das ações chinesas no médio e longo prazos, alerta para uma depreciação adicional de 10% a 15%.

"O surto do coronavírus de Wuhan piorou muito desde o comentário inicial", disse Richard Tang, analista de renda variável do Julius Baer em Hong Kong, em relatório na terça-feira. "O vírus está se espalhando muito mais rapidamente do que o inicialmente esperado."

Ainda assim, bancos como UBS e Morgan Stanley recomendam que investidores comprem ativos enquanto estão baratos, e grandes empresas listadas nos EUA, como Alibaba Group e JD.com, têm reduzido as perdas recentes.

Aqui está o que os outros estão dizendo sobre o impacto do vírus nos mercados:

Outros comentários de Santos, do JPMorgan, à Bloomberg TV

  • Os mercados ainda não têm clareza sobre o contágio e gravidade
  • Normalmente, o impacto dos vírus no mercado é de curto prazo
  • Mercados atingem um piso quando os casos registram um pico antes de se recuperarem e continuarem a tendência anterior
  • Pode haver algum impacto no consumo, especialmente em Hong Kong e na China continental
  • Qualquer impacto econômico é temporário, e o crescimento termina no mesmo ponto final, mesmo que o padrão de crescimento mude

--Com a colaboração de Lilian Karunungan e Yumi Teso.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Sydney Maki New York, smaki8@bloomberg.net;Aline Oyamada em São Paulo, aoyamada3@bloomberg.net

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