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Ministro da Economia do Reino Unido planeja dobrar crescimento após o Brexit, diz Financial Times

SIMON DAWSON
Imagem: SIMON DAWSON

18/01/2020 14h55

LONDRES (Reuters) - O ministro da Economia, Sajid Javid, planeja dobrar a taxa de crescimento econômico do Reino Unido, depois que o país deixar a União Europeia, mas não defenderá grandes setores manufatureiros que desejarem seguir as regras do bloco.

Em entrevista ao Financial Times antes de viajar para encontrar líderes empresariais em Davos, Suíça, Javid afirmou que o Reino Unido não se comprometerá a seguir regras da UE em discussões comerciais depois do Brexit.

“Não haverá alinhamento, não obedeceremos regras, não estaremos no mercado único e não estaremos na união aduaneira - e faremos tudo isso antes do fim do ano”, disse.

A Câmara de Comércio do Reino Unido (BCC, sigla em inglês), disse que empresas queriam ser pragmáticas em relação a esta abordagem ao Brexit, mas acrescentou que o governo precisa esclarecer seus planos.

“Incerteza em torno da extensão das divergências gera o risco de empresas transferirem sua produção para outros lugares”, disse a diretora co-executiva da BCC, Claire Walker.

O Partido Trabalhista, de oposição, afirmou que os planos de Javid representam uma ideologia de direita que substitui o senso comum, e que empregos na indústria de motores e manufatura seriam ameaçados.

O primeiro-ministro Boris Johnson afirmou que não haveria extensão na janela de 11 meses na qual ele espera negociar um acordo de longo prazo com a UE, para depois de o Reino Unido sair, em 31 de janeiro, apesar de o bloco dizer que isso seria irreal.

O Financial Times informou que Javid quer aumentar as taxas de crescimento econômico anual para 2,75%, percentual observado na segunda metade do século XX, através de um maior investimento em treinamento de habilidades e infraestrutura física.

A economia britânica provavelmente cresceu cerca de 1,3% no ano passado, e o Banco da Inglaterra estima que lutará para crescer muito mais rápido a longo prazo devido à redução da imigração e maior atrito comercial após o Brexit.

(Por Bhargav Acharya)

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