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Maduro convida UE e ONU, mas não a OEA, para observar eleição legislativa

14/01/2020 15h51

Caracas, 14 jan (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta terça-feira ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que convide a União Europeia (UE) e a ONU para acompanhar as eleições legislativas previstas para ocorrer ainda neste ano no país.

"Que se convide amplamente a EU, a Secretaria-Geral da ONU, a União Africana e todas as organizações para que venham ver como o povo da Venezuela, um povo livre, escolhe sua nova Assembleia Nacional", disse Maduro durante a apresentação de um balanço do ano de 2019.

Na lista de eventuais convidados, Maduro também citou a Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac), que reúne todo o continente, com exceção de Estados Unidos e Canadá, mas rejeitou enfaticamente a presença de qualquer missão eleitoral da Organização de Estados Americanos (OEA) na Venezuela durante o pleito.

"Luis Almagro (secretário-geral da OEA), bandido e lixo da história, não entrará neste país. Nem a OEA nem Almagro jamais entrarão neste país", destacou Maduro, sendo aplaudido pelo público majoritariamente chavista presente no Palácio Legislativo.

PROMESSA DE TRANSPARÊNCIA

Maduro disse estar de acordo com o CNE, comandado por pessoas ligadas ao chavismo, que deseja dar ampla garantia para a realização do pleito. Segundo o presidente da Venezuela, essa garantia é, na verdade, uma "política de portas abertas para o acompanhamento internacional".

"Que neste ano de 2020 haja eleições para eleger uma nova Assembleia Nacional e o povo possa decidir esse conflito com sua consciência e vontade política", disse Maduro durante o evento.

A maior parte da posição ao chavismo, liderada por Juan Guaidó, quer mudar a composição do CNE para convocar novas eleições presidenciais antes das legislativas anunciadas por Maduro. Eles não reconhecem o pleito que deu ao líder chavista a reeleição para a presidência do país.

DESEJO DE DIÁLOGO

Maduro citou diversas vezes a chamada Mesa de Diálogo Nacional, que conta com a participação de representantes do governo e de um pequeno grupo de dissidentes da oposição, como uma forma de solucionar a crise no país.

"Peço à Mesa de Diálogo Nacional que coloque em uma única mesa o Bloco da Pátria (governista), o setor guaidosista (os aliados de Guaidó) e a oposição emergente", disse o presidente da Venezuela no discurso.

Apesar de propor um diálogo, Maduro aproveitou o evento para chamar Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, entre eles o Brasil, de "fantoche" de Donald Trump. EFE

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