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Ex-primeira-dama do Peru é proibida de sair do país por caso Odebrecht

14/01/2020 16h46

Lima, 14 jan (EFE).- Suspeita de ter recebido propinas para facilitar a vitória da Odebrecht na licitação para a construção de um grande gasoduto no Peru, Nadine Heredia, esposa do ex-presidente Ollanta Humala, foi proibida nesta terça-feira pela Justiça de sair do país por um prazo de 18 meses.

O juiz Jorge Chávez, do Terceiro Tribunal de Investigação Preparatória Nacional Especializado em Delitos de Corrupção, atendeu ao pedido do Ministério Público, que considerava que havia risco de fuga de Heredia, e proibiu a ex-primeira-dama de deixar o país.

Outros alvos da medida decretada hoje são Jorge Merino, René Cornejo e Carlos Paredes, todos ministros do governo de Humala, que presidiu o Peru entre 2011 e 2016.

Os advogados dos acusados anunciaram que recorrerão da decisão.

RISCO DE FUGA

O Ministério Público do Peru argumentou que existe risco de Heredia fugir do país. A ex-primeira-dama já passou nove meses de prisão preventiva devido aos supostos repasses ilegais da Odebrecht e da Venezuela para as campanhas de Humala em 2006 e 2011.

Desta vez, Heredia foi impedida de deixar o país por ser suspeita de facilitar a vitória de um consórcio liderado pela Odebrecht na licitação para as obras de construção do Gasoduto do Sul em 2014. Ela é acusada pelos crimes de conluio e negociação incompatível.

Em dezembro do ano passado, Jorge Barata, ex-diretor da Odebrecht no Peru, admitiu em depoimento prestado no Brasil que se reuniu com Heredia para discutir a licitação do projeto do gasoduto.

Segundo a imprensa peruana, Barata afirmou que Heredia coordenou várias reuniões para favorecer a Odebrecht na licitação.

"Obtivemos muitas informações a respeito do caso do Gasoduto do Sul e esperamos poder seguir progredindo nessa importante investigação", declarou à época o coordenador da equipe especial da Lava Jato no Ministério Público do Peru, Rafael Vela.

Meses antes, a Odebrecht reconheceu, após firmar um acordo com o Ministério Público do Peru, que fez "pagamentos ilícitos" para vencer a licitação durante o governo de Humala. EFE

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