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Estado Islâmico reivindica ataque que matou 89 soldados no Níger

14/01/2020 16h12

Cairo, 14 jan (EFE).- O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta terça-feira um dos atentados terroristas mais graves dos últimos anos, cometido na quinta-feira passada contra um quartel do Exército do Níger perto da fronteira com o Mali e que matou 89 soldados.

A agência de propaganda vinculada ao EI, "Amaq", divulgou pelo Telegram que "mais de 114 soldados do Exército do Níger morreram na quinta-feira passada, em dois ataques dos combatentes do Estado Islâmico no oeste do país".

Um desses ataques teve como alvo uma base do Exército em Chinagoder. O outro mirou em efetivos da guarda de fronteira perto da mesma região, segundo o comunicado.

A agência jihadista relatou que os combatentes do EI "enfrentaram os soldados dentro da base durante horas, e mataram e feriram dezenas antes de tomarem o controle deste. Segundo a descrição, "os soldados que sobreviveram fugiram para o deserto", mas muitos foram perseguidos e mortos.

As autoridades informaram que 77 jihadistas foram mortos nos confrontos, de acordo com o porta-voz do governo Abdourahmane Zakaria.

O ataque em Chinagoder, localizado a apenas dez quilômetros da fronteira com o Mali, foi cometido por terroristas que chegaram em um grande grupo de motocicletas e veículos leves, que abriram fogo contra o quartel. O número oficial de soldados mortos aumentou para 89 após buscas em um amplo perímetro ao redor do quartel.

Em um mês, o Níger perdeu mais de 170 soldados na región de Tillaberi (no sudoeste) em diversos ataques terroristas contra bases militares. EFE

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