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Democratas se reúnem às vésperas de julgamento de impeachment de Trump

14/01/2020 13h13

Washington, 14 Jan 2020 (AFP) - A líder da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, reúne suas tropas nesta terça-feira (14), às vésperas do envio para o Senado da acusação contra Donald Trump, o que indica o início iminente do julgamento de impeachment contra o presidente americano.

A reunião liderada por congressista pela Califórnia será a portas fechadas com os membros de sua maioria para estabelecer as modalidades e o calendário deste histórico procedimento.

Também devem ser definidos quais membros da Câmara desempenharão o papel de procuradores durante o julgamento do presidente republicano. Trump é acusado de ter cometido abuso de poder no cargo para convencer a Ucrânia a investigar o ex-vice-presidente dos EUA Joe Biden, assim como de obstruir a investigação do Congresso.

As decisões tomadas durante esta reunião devem ser formalizadas depois, mediante uma votação em sessão plenária na Câmara Baixa do Congresso.

Nada impedirá a abertura do julgamento do presidente, o terceiro a passar por este processo na história dos Estados Unidos.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, que não esconde sua intenção de buscar a absolvição de Trump, disse estar pronto para agir rapidamente, logo que a Câmara autorizar.

"A Câmara causou dano suficiente. O Senado está pronto para assumir suas responsabilidades", disse ele ontem, na Câmara alta.

Segundo as regras do Senado, o julgamento começará quando a equipe de representantes da Câmara cruzar os corredores do Capitólio para se somar ao Senado e ler as acusações contra Trump.

Depois, o presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, John Roberts, constitucionalmente responsável por supervisionar os debates, vai jurar ser "imparcial" diante dos 100 senadores - ao mesmo tempo juízes e jurados do processo.

Com apenas 47 das 100 cadeiras do Senado, os democratas sabem que são mínimas as chances de conseguirem afastar Trump. Para isso, é necessária uma maioria de dois terços.

Ainda assim, esperam entregar à Casa informações constrangedoras sobre o presidente dos Estados Unidos.

Sem testemunhas e documentos adicionais, "o processo do Senado se transformará em uma farsa, uma reunião transmitida pela televisão para um julgamento simulado", reconheceu ontem o líder democrata do Senado, Chuck Schumer.

Os democratas votaram em um julgamento político convencidos de que Trump usou recursos do Estado para pressionar a Ucrânia. Seu objetivo era forçar o anúncio de uma investigação sobre Biden, um de seus potenciais oponentes na eleição presidencial de novembro.

Já os republicanos, que cerraram fileiras com Trump, denunciam uma "caça às bruxas" orquestrada pelos democratas.

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