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Democratas realizam debate de alta tensão antes das primárias nos EUA

14/01/2020 11h25

Des Moines, Estados Unidos, 14 Jan 2020 (AFP) - Seis pré-candidatos democratas se enfrentam, nesta terça-feira (14), no último debate antes do início das primárias nos Estados Unidos, em um clima que promete choques entre concorrentes até então preocupados com se mostrar minimamente unidos.

A campanha teve início com um número recorde de aspirantes à indicação do partido para disputar a Casa Branca com o presidente em busca da reeleição em novembro, o republicano Donald Trump.

Agora, apenas seis candidatos atingiram os critérios mínimos para subir ao palco na Universidade Drake, em Iowa, às 21h locais (23h em Brasília).

Isso equivale a menos de um terço dos que se qualificaram para participar do primeiro debate transmitido pela televisão, em junho passado. Foram tantos nomes que o programa teve de ser dividido em dois dias, com dez pré-candidatos em cada um.

Joe Biden, vice-presidente no governo Barack Obama, chega como favorito em nível nacional, com 28%, seguido do senador Bernie Sanders (20%) e da senadora Elizabeth Warren (16%), conforme a média de pesquisas coletada pelo site RealClearPolitics (RCP).

Também estará presente o ex-prefeito de South Bend Pete Buttigieg. Após um bom desempenho nos debates, ele conseguiu cativar a atenção dos eleitores e aparece com média de 7,5% das preferências nas sondagens. Encerram a lista de participantes a senadora moderada Amy Klobuchar (3%) e o milionário Tom Steyer (2%).

Os principais temas em pauta serão Irã, mudança climática, luta contra a violência pelas armas de fogo e reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos.

Desde o debate de dezembro, dois candidatos desistiram: Julián Castro, o ex-secretário da Habitação de Obama e único latino na corrida; e o senador Cory Booker, que anunciou ontem (13) a retirada de sua candidatura.

- Sanders avança -O debate acontece em Iowa, que será o primeiro estado do país a se pronunciar nas primárias, em 3 de fevereiro. Nas pesquisas, neste estado rural que decide seu candidato por meio do "caucus" (uma espécie de assembleia), há um empate técnico entre Biden (20,7%), Sanders (20,3%), Buttigieg (18,7%) e Warren (16%).

Sanders deslanchou nos últimos meses, superando as dúvidas, após sofrer um infarto em outubro.

Depois de fechar 2019 com números impressionantes de arrecadação, no fim de semana, sua equipe de campanha se lançou contra outros candidatos, apontando o dedo para Biden com seu voto a favor da guerra no Iraque em 2002.

O senador progressista defende um sistema de cobertura de saúde universal, um plano de luta contra o aquecimento climático e o cancelamento de parte das dívidas estudantis.

Além disso, propõe uma moratória para as deportações e um sistema migratório aberto para os refugiados, em um momento no qual o governo Trump restringe as chegadas de estrangeiros.

Com seu avanço nas pesquisas, surgiram vazamentos sobre sua campanha que complicam sua posição.

Até agora, Sanders evitou se chocar com Warren, já que são politicamente próximos e dizem ser amigos.

Neste fim de semana, porém, o site Politico publicou uma matéria, descrevendo como os voluntários da campanha de Sanders são treinados para destacar pontos fracos da senadora. Warren reagiu, manifestando sua "decepção" à imprensa.

Enquanto isso, Trump parece se comprazer com os conflitos, os quais comenta com frequência.

"Todo mundo sabe que sua campanha está morta", afirmou, referindo-se ao declínio de Warren nas pesquisas.

Depois, divertiu-se com um possível distanciamento entre Warren e Sanders.

Já Biden chega fortalecido ao encontro. Vem contando com o apoio de vários congressistas jovens, que defendem-no como a melhor opção para recuperar eleitores que decidiram votar em Trump em 2016.

Antes disso, porém, aos 77 anos, o ex-vice deverá superar as reservas quanto à sua idade e a seu equilíbrio e saúde mental, alimentadas por suas gafes recorrentes.

an/rsr/tt

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