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Badalada de Big Ben no Brexit custaria mais de R$ 2 milhões, diz premiê britânico

14/01/2020 16h38

A polêmica em torno das badaladas do Big Ben para marcar o Brexit continua. O parlamento britânico admitiu que fazer este ícone britânico, em obras desde 2017, tocar só para marcar a saída da União Europeia (UE), no próximo dia 31 de janeiro, apresentaria uma conta salgada demais ao contribuinte. Mas o primeiro-ministro Boris Johnson deu a entender que um crown-funding poderia financiar o "bong"   onomatopeia usada por ele próprio durante entrevista à BBC na manhã desta terça-feira (14).

A polêmica em torno das badaladas do Big Ben para marcar o Brexit continua. O parlamento britânico admitiu que fazer este ícone britânico, em obras desde 2017, tocar só para marcar a saída da União Europeia (UE), no próximo dia 31 de janeiro, apresentaria uma conta salgada demais ao contribuinte. Mas o primeiro-ministro Boris Johnson deu a entender que um crown-funding poderia financiar o "bong"   onomatopeia usada por ele próprio durante entrevista à BBC na manhã desta terça-feira (14).

Segundo Johnson, seriam necessárias £ 500 mil (quase R$ 2,7 milhões) só para fazer o relógio mais famoso do mundo e um dos cartões postais da capital britânica por excelência funcionar, enquanto ainda está sob tapumes.

Alguns doadores já teriam se voluntariado para patrocinar a estripulia. Horas mais tarde, contudo, o próprio porta-voz de Johnson reconheceu que ainda não havia um projeto oficial neste sentido. "Se o público quiser que o Big Ben toque e os recursos forem levantados, muito bem. Vamos garantir que, para o que quer que aconteça em relação ao Big Ben, dia 31de janeiro será devidamente marcado. É um momento importante na nossa história", disse.

Uma longa reforma

O parlamento, no entanto, já avisou que é "improvável" que o relógio venha a tocar às 23h do dia do Brexit, como se chegou a cogitar. O Big Ben está em silêncio desde 2017, enquanto passa por um longo processo de renovação previsto para terminar somente no ano que vem. Fazê-lo funcionar, além de dispendioso, significa atrasar o processo de reformas em cerca de quatro semanas, ou mais £100 mil (R$ 539 mil).

"Seriam 50 mil libras por badalada", disse o porta-voz do parlamento, Lindsay Hoyle, que acrescentou que o esforço seria feito para que apenas os vizinhos da área de Westminster, o centro político da capital, escutasse o relógio. As tradicionais badaladas do carrilhão podem ser ouvidas em ocasiões especiais, como aconteceu durante o centenário do armistício da Primeira Guerra Mundial. Agora, no entanto, a operação seria ainda mais cara porque os operários teriam de construir um novo piso no local, retirado há pouco tempo por conta das obras.

Há semanas, o Big Ben é motivo de mais uma discórdia dentro da Casa dos Comuns, no âmbito das discussões do Brexit. Não existe um consenso sobre o uso do relógio. Isso porque, muitos entendem que usar um dos símbolos mais emblemáticos da capital em um momento em que a população continua dividida entre os defensores e os opositores da saída da UE, seria uma maneira de perpetuar as diferenças, ou de comemorar a vitória de um dos lados.

De todo modo existe a previsão de realização de um festival do Brexit em todo o país, no ano de 2022. As comemorações devem custar nada menos que £120 milhões (quase R$ 647 milhões) a serem pagos com dinheiro público.

 

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