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Agentes penitenciários pedem clemência para condenado à morte nos EUA

O condenado Nick Sutton - Reprodução
O condenado Nick Sutton Imagem: Reprodução

Washington (EUA)

14/01/2020 21h37

Agentes penitenciários da ativa e aposentados de uma prisão no Tennessee (sul dos Estados Unidos) pediram hoje ao governador do estado que perdoe um preso condenado à morte, alegando que salvou a vida de três membros da equipe.

Nick Sutton, 59, foi sentenciado à pena capital pelo assassinato, em janeiro de 1985, de outro prisioneiro, Carl Estep, enquanto cumpria uma sentença de prisão perpétua por matar sua avó, em 1979.

O preso, também condenado por dois outros assassinatos, deve ser executado em 20 de fevereiro.

Mas seus advogados, com o apoio de pelo menos sete agentes penitenciários que já trabalharam nessa prisão, apresentaram um pedido de clemência ao governador republicano Bill Lee.

"Devo minha vida a Nick Sutton", disse o oficial da penitenciária Tony Eden, explicando que quando os presos tentaram levá-lo como refém durante uma rebelião na prisão de 1985, Sutton o ajudou ao levá-lo para um local seguro.

Em 1994, ele ajudou outro guarda da prisão que havia caído e perdido a consciência alertando outras pessoas.

Sutton também ajudou a salvar a vida de dois presos, de acordo com seus advogados.

"Vi Nick crescer e mudar por muitos anos, e acredito fortemente que Nick Sutton não é o mesmo homem que foi julgado por homicídio", escreveu Eden em uma declaração juramentada.

"Nick Sutton é um excelente exemplo da capacidade de uma pessoa mudar e que os condenados por assassinato podem ser reabilitados", disse.

Após um intervalo de nove anos, o Tennessee restaurou a pena de morte em 2018 e, desde então, executou cinco presos, três deles usando a cadeira elétrica.

No ano passado, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte, 22 prisioneiros foram executados em sete estados nos EUA: Alabama, Flórida, Geórgia, Missouri, Dakota do Sul, Tennessee e Texas.

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