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Homem sobrevive semanas no Alaska e é encontrado após escrever SOS na neve

Imagem dos Patrulheiros Estaduais do Alaska registra o momento em que Tyson Steele foi localizado durante sobrevoo policial - Divulgação/Patrulheiros Estaduais do Alaska
Imagem dos Patrulheiros Estaduais do Alaska registra o momento em que Tyson Steele foi localizado durante sobrevoo policial Imagem: Divulgação/Patrulheiros Estaduais do Alaska
do UOL

Do UOL, em São Paulo

12/01/2020 16h43

Um homem conseguiu sobreviver mais de três semanas em uma remota e selvagem área do Alaska (noroeste dos EUA), coberta de neve, após a sua cabana ter pegado fogo. Ele foi resgatado na última quinta-feira (9) por patrulheiros estaduais que viram um SOS gigante escavado na neve pela vítima.

Segundo publicado pela Fox News, com base em informações prestadas pelos patrulheiros do estado do Alaska, Tyson Steele, de 30 anos, foi encontrado em um abrigo improvisado na área no entorno da cabana que pegou fogo. O local fica a 32 km de Skwentna, a cidade mais próxima do local do resgate, que fica a 112 km de Anchorage, a maior cidade do estado americano.

Autoridades estaduais estavam fazendo uma checagem preventiva sobre Steele, uma vez que não se tinha notícias dele há semanas e saíram de helicóptero em busca do homem, localizado fazendo sinal pedindo por ajuda ao lado do SOS gigante.

Náufrago

"Steele tinha o cabelo castanho muito comprido, aloirado nas pontas e todo emaranhado no pescoço. Sua barba, sem corte, chegava até seu peito", escreveu o policial Ken Marsh num registro sobre o resgate. Segundo o oficial, Steele lhe lembrou o personagem de Tom Hanks no filme "Náufrago".

Steele estava morando sozinho na cabana desde setembro. Segundo contou aos policiais, ele queimava um pedaço de papelão no dia 17 ou 18 de dezembro quando uma faísca atingiu o telhado do barraco, que foi destruído rapidamente pelas chamas.

Sem cachorro, sem telefone e sem luz

O sobrevivente ainda conseguiu retirar alguns suprimentos da cabine, mas não conseguiu salvar muita coisa. Entre as perdas, estava seu cão, Phil, de seis anos, que não sobreviveu às chamas.

O fogo o deixou incomunicável, pois além de deixa-lo com o telefone inutilizado, ele estava sem mapas físicos da região, cercada por rios, montes, florestas e lagos que o deixavam isolado das estradas mais próximas.

"Ele não tinha máquina para andar na neve e seu vizinho mais próximo estava há mais de 30 km", anotou o policial Marsh em seu relatório. "A única forma de encontrá-lo seria por meio de um resgate aéreo", anotou.

Seus calçados para andar na neve queimaram no incêndio e ele tinha apenas botas comuns e meias cheias de buracos para caminhar na neve e ir até os rios ainda não-congelados em busca de comida e água. No inverno do Alaska ele só dispunha de 6 horas de luz natural para fazer essas atividades. A lanterna que dispunha durou apenas 10 dias.

Abrigo no gelo e depois, nos escombros

Steele escavou seu primeiro abrigo na neve. Dois dias depois, construiu um barraco improvisado com o que sobrou de sua cabana. Com lenha, ele esquentava o estoque de comida que dispunha, uma pequena parte da comida que tinha estocada para passar um mês.

"Sou alérgico a abacaxi, mas comi mesmo assim porque era o que eu tinha pra comer", Steele contou à Fox ontem, após encontrar com seus parentes em Utah.

Segundo o sobrevivente contou, sua esperança era que alguém desse por sua falta depois de ficarem vários dias sem notícias suas.

Pensou em se matar

No incêndio ele perdeu a munição que usava para caçar. Todas as balas explodiram. Ele disse que agradeceu ter perdido os projéteis, pois assim não passou pela tentação de acabar com a própria vida.

"Foi realmente muito difícil, quase que todos os dias, especialmente nas noites realmente frias", contou Steele. Segundo os policiais, o primeiro pedido do sobrevivente após o banho quente foi por um combo de uma rede de lanchonetes.

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