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Ex-policial da ditadura argentina será extraditado neste domingo

15/12/2019 15h28

Paris, 15 dez (EFE).- O ex-policial argentino Mario Sandoval partirá neste domingo de Paris para Buenos Aires, em cumprimento de uma ordem de extradição emitida na Argentina, onde deverá ser julgado pelo desaparecimento de um estudante, em 1976.

De acordo com as informações apuradas pela Agência Efe, o antigo agente da repressão da ditadura argentina embarcaria em voo da companhia aérea Air France às 19h40 (de Brasília).

A extradição de Sandoval acontece depois que todos os recursos do governo da França foram esgotados.

O ex-policial é suspeito de ter participação em mais de 500 assassinatos e sequestros durante a ditadura na Argentina e estava em território francês desde 1985.

Desde 2012, as autoridades argentinas pedem a extradição, que foi autorizada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, em 21 de agosto deste ano. Apesar da longa lista de acusações, a transferência é justificada por apenas um suposto crime.

Trata-se do desaparecimento do estudante de arquitetura, Hernán Abriata, que aconteceu em 1976.

Sandoval, no entanto, garante não ser a pessoa que a justiça argentina pede para que seja encaminhada ao país, por isso, entrou com diversos recursos, primeiro no Tribunal Supremo francês, depois no Tribunal Constitucional.

O ex-policial ainda tentou recorrer ao Conselho de Estado, a instância administrativa máxima do país europeu, sob o argumento de que os crimes de que eram acusados prescreveram.

Todos os recursos, no entanto, foram recusados, até o último, no dia 11 deste mês, já que foi considerado que não havia confirmação da morte de Abriata, por isso, o caso não poderia ter o início de prescrição contado.

Poucas horas depois da publicação da decisão pelo Conselho do Estado, Sandoval foi preso em casa nos arredores de país e, foi iniciado o procedimento de extradição. EFE

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