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Netanyahu deixará 3 ministérios, mas seguirá primeiro-ministro

7.jan.2019 - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu - Reprodução de vídeo
7.jan.2019 - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu Imagem: Reprodução de vídeo

Em Jerusalém

12/12/2019 08h46

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, indiciado por corrupção, deixará seus cargos ministeriais, mas continuará como chefe de governo, anunciaram hoje seus advogados.

Este anúncio ocorre depois que os deputados votaram oficialmente a dissolução do Parlamento e as modalidades de uma nova eleição, convocada para 2 de março.

A Suprema Corte de Israel recebeu uma petição do "Movimento por um Governo de Qualidade" apelando a Netanyahu - primeiro-ministro, ministro da Agricultura, da Diáspora e da Saúde - para renunciar aos deveres ministeriais em vista de seu indiciamento.

No mês passado, o procurador-geral Avichaï Mandelblit anunciou a acusação de Netanyahu por "corrupção", "malversação" e "quebra de confiança" em três casos diferentes. A lei israelense estipula que qualquer ministro processado criminalmente deve renunciar, mas essa regra não se aplica ao primeiro-ministro.

Depois de receber a petição, Mandelblit disse que, embora Netanyahu não possa ser forçado a renunciar ao cargo de primeiro-ministro, a questão de suas outras funções ministeriais seria discutida em breve.

Em uma carta enviada hoje à Suprema Corte e consultada pela AFP, os advogados de Netanyahu disseram que ele "deixaria de ser ministro em 1º de janeiro de 2020 e nomearia outros ministros".

"O primeiro-ministro continuará sendo primeiro-ministro, de acordo com a lei", acrescentaram Avi Halevy e Michael Rabello.

O "Movimento por um Governo de Qualidade" considerou que a intenção de Netanyahu de devolver essas três pastas "não é suficiente" e que o fato de ele permanecer em seu cargo de primeiro-ministro é "uma vergonha terrível para Israel".

"Netanyahu deve lutar para (provar) sua inocência como pessoa privada e não como primeiro-ministro", criticou a ONG em um comunicado.

Netanyahu alega inocência e afirma ser vítima de uma "caça às bruxas" pelo Ministério Público e pela mídia.

Ele ainda não anunciou se buscará imunidade por meio de uma votação no Parlamento, um processo complicado pela natureza transitória do atual Parlamento.

Benjamin Netanyahu e seu rival Benny Gantz falharam sucessivamente em formar um governo após as eleições legislativas de abril e setembro. Assim, uma nova votação foi convocada para 2 de março de 2020.

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