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Militares neozelandeses recuperam seis corpos de vulcão

Imagem do dia 9 de dezembro do local onde um vulcão entrou em erupção na Ilha Branca da Nova Zelândia - Xinhua/Michael Schade
Imagem do dia 9 de dezembro do local onde um vulcão entrou em erupção na Ilha Branca da Nova Zelândia Imagem: Xinhua/Michael Schade

12/12/2019 19h53

Whakatane, Nova Zelândia, 12 dez 2019 (AFP) — Seis corpos foram recuperados do vulcão da Ilha Branca, na Nova Zelândia, em uma perigosa missão militar — disseram autoridades nesta sexta-feira (12).

"Seis corpos foram recuperados com sucesso de Whakaari-Ilha Branca e agora estão a bordo da (fragata militar) HMNZS Wellington", disse o comissário adjunto John Tims.

Dois helicópteros do Exército neozelandês haviam aterrissado na madrugada desta sexta-feira na vulcânica Ilha Branca, apesar dos riscos de erupção, para recuperar os oito corpos que ainda estavam no local.

Os dois helicópteros partiram do aeroporto de Whakatane rumo à ilha, onde a inesperada erupção do vulcão na segunda-feira teria matado ao menos 16 pessoas que visitavam o lugar, segundo um balanço provisório.

Paralelamente, a polícia trasladou as famílias das vítimas para perto da ilha em um barco, e se organizou uma bênção maori.

Oito corpos continuavam no vulcão, segundo as autoridades, que aceitaram essa perigosa missão, pressionadas pelas famílias, apesar da advertência dos especialistas de que a possibilidade de uma nova erupção nas próximas 24 horas aumentou para entre 50% e 60%.

Vulcanologistas acompanhariam em tempo real os dados da atividade sísmica do vulcão, enquanto a equipe, formada por oito militares, tentaria recuperar os corpos.

"O risco não acabou. Obviamente vou estar preocupado esta noite", havia declarado um responsável da polícia, Mike Clement.

"As pessoas estão se colocando na primeira linha para fazer o que é preciso fazer. Nossos pensamentos, nossas orações e nosso amor estarão com eles", acrescentou.

Com a ajuda de drones e de helicópteros que voaram perto do vulcão imediatamente depois da erupção, as autoridades haviam localizado seis dos oito corpos que ainda estavam na ilha.

Recuperar esses seis cadáveres era a prioridade, de acordo com Clement.

O número de vítimas mortais pela erupção que ocorreu na segunda-feira é calculado em 16, incluindo esses oito cadáveres, entre eles o guia turístico neozelandês Hayden Marshall-Inman.

Seu irmão Inman sintetizou a frustração das famílias pela demora para recuperar os corpos. Criticou a "burocracia" e a falta de liderança e se ofereceu para ir à ilha.

Visivelmente angustiada, a primeira-ministra Jacinda Ardern expressou sua empatia para com as famílias e insistiu em que "todo mundo está desesperado para ir buscar essas vítimas".

O vulcão continua soltando gases tóxicos, e a ilha ficou coberta por uma espessa camada de cinzas acompanhadas de ácido.

A maioria das 29 pessoas que permanecem hospitalizadas, 22 da Nova Zelândia e sete da Austrália, sofreu queimaduras graves.

"Todos esses pacientes, cujo estado ainda é considerado crítico (...), precisam de muitos cuidados intensivos", declarou a diretora-geral do Ministério da Saúde, Ashley Bloomfield.

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