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Israel terá terceira eleição em menos de um ano

11/12/2019 20h57

Jerusalém, 12 dez (EFE).- Vivendo um cenário de indefinição política e com um primeiro-ministro interino acusado de corrupção (Benjamin Netanyahu), Israel terá sua terceira eleição em menos de um ano - houve pleitos em maio e setembro.

À 0h de quinta-feira (horário local), terminou o prazo do Parlamento para a escolha de um candidato para formar um governo efetivo, sem que houvesse consenso em torno de um nome. Com isso, será dissolvida a atual composição, e novas eleições devem ser realizada no prazo máximo de 90 dias (10 de março).

Os deputados continuam a debater, madrugada adentro, uma lei - pactuada entre os partidos Likud (liderado por Netanyahu) e o Azul e Branco (do general Benny Gantz) e aprovada em primeira leitura - para marcar as eleições para o dia 2 de março.

Depois das eleições de setembro, Netanyahu foi o primeiro a ter a oportunidade de formar o governo efetivo, mas não conseguiu reunir a maioria parlamentar necessária, e então a incumbência foi passada a Gantz, que também não teve sucesso.

A imprensa local informou nesta quarta-feira que Netanyahu estaria disposto a não solicitar imunidade no processo por corrupção para obter um acordo de formação de governo de última hora entre o Likud e o Azul e Branco. Gantz, porém, se opõe à possibilidade de o rival político assumir a liderança de um governo de união nacional.

As últimas pesquisas mostram resultados semelhantes aos das eleições de setembro, com vantagem em número de deputados para o Azul e Branco (37) sobre o Likud (32). EFE

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