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Doria: não considero boa medida desembargador interferir no legislativo

João Doria (PSDB), governador de São Paulo - ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
João Doria (PSDB), governador de São Paulo Imagem: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Idiana Tomazelli e Camila Turtelli

Brasília

07/12/2019 13h47

O governador de São Paulo, João Doria, criticou hoje a decisão do desembargador Alex Zilenovski de suspender a tramitação da reforma da Previdência apresentada pelo governo paulista. A liminar foi concedida ontem, 6, a pedido do deputado estadual Emídio de Souza (PT).

"Não considero uma boa medida de um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo interferir no Poder Legislativo. Respeito muito o Judiciário, como respeito muito o Poder Legislativo, mas são três poderes independentes", disse Doria no Congresso Nacional do PSDB que ocorre neste sábado em Brasília.

"Não há razão para que um outro poder interfira nas decisões e no processo legislativo. Temos que ser refratários a isso. Não há democracia sem respeito e independência dos poderes", acrescentou o governador.

No pedido de liminar, o deputado petista argumentou que a indicação do deputado Heni Ozi Cukier (Novo) como relator especial do projeto fere a legislação ao se sobrepor às atribuições da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Souza defende que Cukier não poderia assumir a relatoria especial porque já havia sido o relator do projeto na CCJ. A criação da figura do relator especial foi uma manobra articulada pelos tucanos da assembleia para acelerar a tramitação da proposta.

Doria disse ainda que é "importante avançar" na discussão da proposta e defendeu "autonomia" ao Legislativo. "O governo já lançou a sua reforma, é ela que está sendo debatida na Assembleia Legislativa, e não interferimos. A proposta foi apresentada, e ela retornará, a meu ver aprovada, com alterações, sugestões. Ali é a casa do povo paulista. Alterações que poderão ser feitas ali serão bem recebidas pelo governo", afirmou.

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