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Economia brasileira cresce 0,6% no 3º tri e 1,2% em um ano, diz IBGE

do UOL

Do UOL, em São Paulo

03/12/2019 09h01Atualizada em 03/12/2019 11h20

Resumo da notícia

  • Agropecuária, indústria e serviços registraram crescimento
  • Consumo das famílias aumentou, puxado pela queda dos juros e pela liberação de até R$ 500 do FGTS
  • Por outro lado, os gastos do governo diminuíram
  • Setor de construção puxou desempenho positivo dos investimentos
  • Exportações caíram, e importações subiram

O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 0,6% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores. Em relação ao terceiro trimestre de 2018, o PIB subiu 1,2%.

Em valores atuais, o PIB totalizou R$ 1,842 trilhão de julho a setembro. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No segundo trimestre, a economia brasileira avançou 0,5%, após revisão de dados (antes era 0,4%).

Os resultados ficaram acima da expectativa em pesquisa da agência de notícias Reuters, de avanços de 0,4% na base trimestral e 1% na anual.

Agropecuária, indústria e serviços crescem

Os três setores da economia cresceram no período:

  • Agropecuária: 1,3% em relação ao trimestre anterior e 2,1% em um ano
  • Indústria: 0,8% em relação ao trimestre anterior e 1% em um ano
  • Serviços: 0,4% em relação ao trimestre anterior e 1% em um ano

Na agropecuária, foram destaques positivos a produção de milho, algodão herbáceo, laranja e mandioca.

O crescimento na indústria está relacionado à expansão de 12% no setor extrativo, na comparação com o trimestre anterior, puxado pelo crescimento da extração de petróleo, e de 1,3% na construção. Já a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos recuou 0,9%, enquanto a indústria de transformação caiu 1%.

Nos serviços, os resultados positivos foram das atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,2%), comércio (1,1%), informação e comunicação (1,1%), atividades imobiliárias (0,3%) e outras atividades de serviços (0,1%). Apresentaram recuo as atividades de transporte, armazenagem e correio (-0,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%).

Consumo das famílias aumenta, e o do governo diminui

Os dados do IBGE mostram que o consumo das famílias registrou alta de 0,8% no terceiro trimestre, acelerando de uma expansão de 0,2% no período anterior. Em um ano, cresceu 1,9%.

Contribuíram para esse crescimento a queda da taxa básica de juros, a Selic, e a liberação do saque de até R$ 500 do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Por outro lado, as despesas do governo caíram 0,4% no terceiro trimestre e 1,4% em um ano.

A queda de despesas do governo (que inclui gastos com pessoal e exclui investimentos), reflete as restrições no Orçamento em época de ajuste fiscal ,segundo a coordenadora de Conta Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Construção puxa investimentos

"Na ótica da demanda, os investimentos vêm crescendo, puxado pela construção, que havia caído 20 trimestres consecutivos e desde o trimestre anterior mostra recuperação, quando comparado a igual período de 2018", afirma Palis.

Os investimentos cresceram 2,9% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, emendando o oitavo resultado positivo seguido, após 14 trimestres de queda. Em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 2%.

A taxa de investimento no terceiro trimestre foi de 16,3% do PIB e permaneceu estável em relação ao mesmo período do ano anterior (16,3%).

Exportações caem, e importações sobem

No setor externo, as exportações de bens e serviços recuaram 2,8% em relação ao segundo trimestre e 5,5% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

As importações, por outro lado, cresceram 2,9% no terceiro trimestre e 2,2% em relação ao mesmo período de 2018.

Mercado espera PIB de 0,99% em 2019

Neste ano, segundo previsões do mercado, a economia do país deve crescer 0,99%. O valor é bem inferior às projeções do começo do ano, quando Jair Bolsonaro (sem partido) chegou ao poder, de um crescimento de 2,5%.

Apesar do avanço da agenda de reformas e da queda na taxa básica de juros (Selic), o desemprego segue elevado e a economia continua sem dar sinais de recuperação no médio prazo.

O que entra na conta do PIB?

O PIB é a soma de tudo o que é produzido no país. Os dados consideram a metodologia atualizada do cálculo.

(Com Reuters)

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