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Macron repete que Otan está em "morte cerebral", após Trump chamar fala de ofensiva

03/12/2019 13h32

O presidente francês, Emmanuel Macron, repetiu na tarde desta terça-feira (3) sua avaliação de que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) vive em estado de "morte cerebral" após Donald Trump ter criticado publicamente a frase pela manhã.

O presidente francês, Emmanuel Macron, repetiu na tarde desta terça-feira (3) sua avaliação de que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) vive em estado de "morte cerebral" após Donald Trump ter criticado publicamente a frase pela manhã.

A declaração foi repetida pelo francês diante de Trump, em uma fala para jornalistas no primeiro dia da cúpula da Otan, em Londres. Para Macron, os países precisam se reunir para esclarecer alguns pontos, como o que cada país considera terrorismo e quem são os inimigos a serem combatidos.

Macron disse que há diferentes entendimentos do que é o terrorismo entre os 28 países-membros da Otan, e citou o caso da Turquia, que recentemente começou uma ofensiva contra os curdos no nordeste da Síria. "Eles estão combatendo agora aqueles que já lutaram conosco [contra o Estato Islâmico]."

No início de novembro, o presidente francês havia feito a polêmica declaração à revista The Economist. "O que estamos vivendo atualmente é a morte cerebral da Otan. Não há nenhuma coordenação na tomada de decisões estratégicas entre os Estados Unidos e seus aliados da Otan", afirmou

Pela manhã, Trump havia criticado a fala do colega europeu, dizendo que ela era ofensiva.

Ao lado de Macron, durante a tarde da reunião, Trump elogiou a histórica boa relação entre os Estados Unidos e a França e disse que os países da Otan deveriam entrar em acordo para dar mais flexibilidade à organização.

Conversa tensa sobre comércio

A coletiva de imprensa conjunta entre os dois presidentes tocou em outro ponto que promete discussões acirradas ao longo dos próximos dias: as multas milionárias aplicadas pela França a gigantes norte-americanas de tecnologia, como o Google e Amazon.

Na segunda-feira (2), o governo norte-americano qnunciou que aumentaria as tarifas de importação de produtos franceses em retaliação à taxação dos serviços digitais prestados por tecnológicas norte-americanas.

Na lista de produtos icônicos que os Estados Unidos planejam tributar, muitos queijos, incluindo roquefort, champanhe e cosméticos.

Sobre o assunto, Macron salientou a necessidade de regular internacionalmente a ação dessas empresas digitais, e afirmou que o imposto não se dirigia especificamente a empresas norte-americanas.

Trump rebateu: "Temos uma situação muito injusta de comércio com a Europa". No entanto, o norte-americano disse considerar possível um acordo, mas que este não será rápido.

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