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Japão prepara pacote de estímulo de US$120 bi para fortalecer economia frágil

Por Yoshifumi Takemoto e Tetsushi Kajimoto

03/12/2019 08h43

TÓQUIO (Reuters) - O Japão está preparando um pacote de estímulo econômico no valor de US$ 120 bilhões para sustentar um crescimento frágil, disseram nesta terça-feira duas autoridades do governo com conhecimento direto do assunto, complicando os esforços do país em consertar as finanças públicas.

Os gastos serão destinados a um orçamento suplementar para este ano fiscal até o próximo mês de março e a um orçamento anual para o próximo ano fiscal a partir de abril. Ambos os orçamentos serão compilados ainda este mês, disseram as fontes à Reuters, recusando-se a serem identificadas porque o pacote não foi finalizado.

O pacote chegará a cerca de 13 trilhões de ienes (US$ 120 bilhões), mas o valor aumentará para 25 trilhões de ienes (US$ 230 bilhões) quando o setor privado e outros gastos forem incluídos.

O jornal "Nikkei" informou no fim de semana que o governo japonês estava pensando em montar um pacote de estímulo em larga escala com gastos fiscais superiores a US$ 92 bilhões.

O crescimento econômico do Japão caiu para seu nível mais fraco em um ano no terceiro trimestre, com a fraca demanda global e a guerra comercial sino-americana atingindo as exportações, alimentando os temores de uma recessão.

Alguns analistas também temem que um aumento de 10% nos impostos sobre vendas, implementado em outubro, possa esfriar o consumo privado, que tem ajudado a compensar as exportações fracas.

Esses gastos podem sobrecarregar os cofres do Japão, que tem o maior fardo de dívida pública do mundo industrial, que supera o dobro do tamanho de sua economia de US$ 5 trilhões.

Apesar do tamanho do estímulo, os gastos reais seriam menores no atual ano fiscal, e os economistas não esperam um grande impulso.

"Esperamos que o orçamento extra deste ano fiscal totalize em torno de 3-4 trilhões de ienes. Não devemos esperar que isso aumente substancialmente a taxa de crescimento do PIB", disse Takuya Hoshino, economista sênior do Dai-ichi Life Research Institute.

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